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Covid-19

Comércio e serviços devem ter perda acima de R$ 100 bi, diz CNDL

A previsão da confederação, que representa mais de 500 mil empresas, considera que as atividades serão normalizadas a partir de maio

Por Agência Estado

20 mar 2020 às 13:25 • Última atualização 20 mar 2020 às 14:16

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) estima que as perdas do setor de comércio e de serviços devem ultrapassar R$ 100 bilhões com a restrição das atividades como medida de combate ao coronavírus, conforme nota à imprensa. Essa previsão considera que as atividades serão normalizadas a partir de maio. “Caso os efeitos da pandemia avancem além desse período, o impacto poderá ser ainda maior. Uma de nossas missões é manter os dados sempre atualizados a esse respeito.”

A confederação representa mais de 500 mil empresas em todo o País.

A CNDL afirma, em nota assinada pelo presidente José César da Costa, que vem buscando junto ao Ministério da Economia medidas que possam amenizar os impactos da pandemia sobre o setor. Dentre os pontos discutidos estão a suspensão, por três meses, da cobrança do ISS e do ICMS sobre a comercialização de produtos e serviços para micro e pequenas empresas, a suspensão do contrato de trabalho com acesso ao seguro desemprego, a suspensão do recolhimento do FGTS por três meses – já anunciado pelo governo -, e a suspensão de empréstimos por 60 dias e da execução dos protestos em cartório pelo prazo de 60 dias.

A confederação afirma que o pacote anunciado pelo governo federal no dia 18 traz importantes avanços para a manutenção da viabilidade das empresas, mas que está trabalhando em ajustes necessário para que não ocorra o fechamento de milhares de postos de trabalho. “Neste momento, é fundamental o alinhamento dos governos municipais, estaduais e federal em busca de caminhos que diminuam o impacto e as consequências dessa crise econômica, mas sobretudo humanitária.”

A CNDL destaca que defende o fechamento geral do comércio em todo o País durante o período de avanço do vírus, com exceção de serviços essenciais, como farmácia e supermercados, e que tem seguido recomendações de trabalho em home office.