Com poucos negócios, taxas futuras de juros seguem dólar e fecham em baixa


As taxas de juros negociadas no mercado futuro terminaram a segunda-feira, 28, perto da estabilidade, com viés de baixa nos vencimentos mais curtos. Em um dia com liquidez reduzida e noticiário bastante escasso, as taxas tiveram o dólar como principal referência. Com a moeda americana operando em queda significativa, as taxas não tiveram fôlego para avançar, embora os cenários político e fiscal se mantenham nebulosos.

Pela manhã, o Boletim Focus mostrou que o mercado projeta a taxa Selic em 15,25% ao final de 2016, contra previsão de 14,75% captada na semana anterior. A previsão para o IPCA de 2016 ficou 6,86%, ante 6,87% na semana anterior. Já a expectativa para a inflação de 2017 ficou inalterada entre as duas últimas pesquisas, em 5,17%. A meta que o governo perseguirá tanto em 2016 quanto em 2017 é de 4,5%.

À tarde, o destaque ficou por conta dos números do governo central em novembro. Com a forte queda na arrecadação de tributos, o Governo Central registrou no mês passado um resultado deficitário de R$ 21,278 bilhões, o pior desempenho para todos os meses do ano da série histórica, que tem início em 1997. De acordo com pesquisa do AE Projeções, a mediana das estimativas do mercado indicava um déficit de R$ 17,250 bilhões. O resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

O Boletim Focus não chegou a influenciar os negócios do mercado futuro, mas os dados negativos do Governo Central pressionaram levemente as taxas no período da tarde, em meio ao volume de negócios bastante reduzido.

No cenário político, os investidores estiveram atentos à reunião de governadores com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, da qual se espera a proposição de uma agenda pós-ajuste. Também era esperada para o dia uma reunião da presidente Dilma Rousseff com a Junta Orçamentária.

Nos negócios na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2016 chegou ao final dos negócios no período regular com taxa de 14,705%, ante 14,720% do ajuste do último dia 23. O vencimento de janeiro de 2017 terminou o dia com taxa de 15,77%, ante 15,83%. O DI para liquidação em janeiro de 2021 ficou com taxa de 16,50%, de 16,48% do ajuste anterior.

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