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Economia

Com petróleo, Bolsa fecha em alta de 0,44% e recupera linha de 119 mil pontos

Por Agência Estado

05 jan 2021 às 18:37 • Última atualização 05 jan 2021 às 18:52

Em dia de apreciação de cerca de 5% nas cotações do petróleo, com a decisão da Arábia Saudita de reduzir oferta em cenário global ainda incerto, de retomada de lockdown, o desempenho das ações de Petrobras (PN +3,91% e ON +3,05%) foi decisivo para que o Ibovespa, vindo de duas leves perdas – na última sessão de 2020 e na primeira de 21 -, conseguisse se firmar em alta nesta tarde e se reaproximasse da máxima histórica de fechamento, em alta de 0,44%, aos 119.376,21 pontos, um pouco mais perto do recorde de 23 de janeiro, a 119.527,63, que mais uma vez parecia a caminho de ser superado.

Nesta terça-feira, 5, com giro financeiro a R$ 34,3 bilhões, a mudança de direção nas ações do setor de mineração e siderurgia (Vale ON +1,68%, Gerdau PN +2,42%) e a moderação das perdas no segmento de bancos (Bradesco PN -0,61%) também contribuíram para que o Ibovespa obtivesse desempenho positivo neste segundo pregão do ano, saindo de mínima a 116.756,08 pontos e atingindo na máxima os 119.790,06, com abertura a 118.834,88 pontos. Nestas duas primeiras sessões de 2021, o índice avança agora 0,30%.

Os investidores mantiveram um olho aberto para o noticiário doméstico – a eleição para a presidência da Câmara e o que resultará para a agenda de reformas, bem como para eventual extensão de medidas emergenciais – e outro para o externo, atento à pandemia, à definição das duas últimas vagas no Senado dos EUA e aos efeitos da decisão saudita sobre o nível de oferta de petróleo.

Após ter chegado a oscilar para baixo, em desempenho misto na sessão, os índices de Nova York, vindos de queda em torno de 1,5% no dia anterior, firmaram-se à tarde em alta, passando a renovar máximas do pregão, o que contribuiu para que o Ibovespa evitasse a terceira perda consecutiva – nos piores momentos do dia, a correção excedia 1% na sessão.

A fraca perspectiva para a economia global neste começo de ano levou a Arábia Saudita a anunciar hoje que cortará a produção de petróleo em 1 milhão de barris/dia em fevereiro e março, para compensar aumento de oferta pela Rússia e o Casaquistão, informou o ministro de Energia saudita, Abdulaziz bin Salman Al Saud. “O resultado da reunião da Opep+ foi bem positivo para os preços da commodity”, diz Jefferson Laatus, estrategista do Grupo Laatus.

Nos EUA, a atenção se volta nos próximos dias para o resultado da eleição desta terça-feira na Georgia, que definirá as duas vagas ainda em aberto para o Senado americano – e qual partido, republicano ou democrata, terá o controle da casa. A expectativa é por definição em margem estreita – parte do mercado vê eventual “onda azul” no Senado como luz amarela, de mais endividamento nos EUA.

Por aqui, o mercado acompanha também os últimos desdobramentos na disputa pela presidência da Câmara, em que o candidato apoiado por Rodrigo Maia (DEM-RJ), Baleia Rossi (MDB-SP), passa a contar também com a maior bancada na Casa (PT) contra o candidato do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), o preferido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Maia articulou bem e parece que Baleia Rossi será mesmo o próximo presidente da Câmara. Evitar que Bolsonaro assuma o controle da Casa é algo positivo para o mercado, na medida em que põe um freio à ambição de se conceder estímulos e auxílios muito além do recomendável pela situação das contas públicas, de olho em 2022”, diz Laatus, que considera que já no meio do ano, com dólar possivelmente abaixo de R$ 5, o Ibovespa possa alcançar os 130 mil pontos. “O avanço da vacinação em massa tende a limitar a circulação do vírus, o que contribui para a normalização da economia.”

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