BP e Total fora do leilão da cessão onerosa; Petrobras mantém apetite


No último dia para entrega de garantias para participar do leilão do excedente da cessão onerosa, previsto para o próximo dia 6, pelo menos duas empresas vão desfalcar a concorrência, que já tem a segurança de um forte apetite da Petrobras.

Em teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre, a britânica BP informou que já notificou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que não participará do leilão. Também inscrita, a francesa Total já havia informado oficialmente que estará fora da disputa pelos campos gigantes do pré-sal na bacia de Santos.

Considerado o maior leilão de petróleo já realizado no mundo devido ao bônus de assinatura de R$ 106 bilhões, se todos os quatro campos ofertados forem vendidos, o leilão do excedente da cessão onerosa teve ao todo 14 empresas inscritas, grupo que agora será de 12 petroleiras.

Durante um seminário sobre energia na Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizado na terça-feira, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a cessão onerosa era “um monstrengo”, mas afirmou que a estatal “vai para ganhar” no leilão.

A Petrobras recebeu área da cessão onerosa em 2010, em troca com o governo por ações da companhia. O contrato com a União dava direito de explorar até 5 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), mas ao explorar os campos a estatal acho o triplo desse volume, com o excedente agora sendo vendido em leilão. A estatal já produz petróleo há alguns meses no campo de Búzios, e será ressarcida pelas empresas ganhadoras do leilão dos gastos feitos nos campos.

A intenção da estatal de sair vencedora do leilão foi reforçada nesta quarta-feira, quando Castello Branco repetiu, na OTC 2019, que pretende vencer a disputa no dia 6. A Petrobras exerceu o direito de preferência em dois dos quatro campos que serão ofertados, Búzios e Itapu, cujos bônus de assinatura são respectivamente de R$ 68 bilhões e R$ 1,7 bilhão.

Búzios é o segundo maior campo produtor do País, com 423,9 mil barris diários de óleo equivalente (petróleo e gás), ficando atrás apenas do campo de Lula, também no pré-sal da bacia de Santos, com 1,293 milhão de boe/d.

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