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Economia

Bolsonaro pede que governadores vetem reajustes a servidores públicos

Por Agência Estado

21 Maio 2020 às 10:30 • Última atualização 21 Maio 2020 às 11:30

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (21) que o objetivo da reunião por videoconferência com governadores é minimizar os efeitos sobre os afetados “na ponta” pela crise do novo coronavírus, sobre a qual “não sabemos o tamanho da sua dimensão”.

De acordo com Bolsonaro, congelar reajustes na remuneração de todos os servidores públicos até o fim do não que vem é o “remédio menos amargo” para o funcionalismo, “mas de extrema importância para todos os 210 milhões de brasileiros”.

“Temos que trabalhar em conjunto a sanção de um socorro aos senhores governadores, de aproximadamente R$ 60 bilhões, também extensivo a prefeitos”, disse o presidente na abertura do encontro. “O que se pede apoio aos senhores é a manutenção de um veto muito importante”, seguiu.

Repercussão

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), afirmou que a maioria dos Estados é favorável ao veto do reajuste salarial do funcionalismo público até 2021.

A previsão consta no projeto de socorro aos Estados e municípios, que é tema da videoconferência do presidente com os chefes estaduais, ministros e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP),

“Todos nós estamos dando uma cota de sacrifício, é um momento ímpar da história do nosso País. A maioria dos governadores entende a importância de vetar esse artigo (sobre reajuste de servidores)”, disse Azambuja.

O governador afirmou que é “impossível” bancar o aumento para os servidores.

Azambuja chamou o encontro de “histórico” e ressaltou a importância do projeto em pauta. “Todos os Estados brasileiros pedem a sanção”, disse.

Ele destacou a “queda brutal das receitas” dos entes para reforçar a necessidade de socorro financeiro. O governador pediu que a primeira parcela dos R$ 60 bilhões de auxílio fossem pagos ainda em maio.

Azambuja também fez pedidos sobre as dívidas dos entes com instituições financeiras. Ele fez um pleito para que as parcelas não sejam pagas até 31 de dezembro.