Bolsas de NY sobem renovando recordes em meio a dúvidas sobre acordo EUA-China


As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, com os índices renovando recordes de fechamento, após oscilarem entre perdas e ganhos ao longo do dia. Mexeram com o humor dos investidores notícias positivas e negativas que envolvendo as relações entre os Estados Unidos e a China.

O Dow Jones fechou em alta de 0,11%, aos 28.036,22 pontos. O S&P 500 avançou 0,05%, aos 3.122,03 pontos. O Nasdaq teve alta de 0,11%, aos 8.549,94 pontos.

O mercado reagiu negativamente a notícia da CNBC de que os chineses estão pessimistas em relação ao entendimento entre as duas maiores economias do mundo, diante de declarações do presidente americano, Donald Trump, que, na semana passada, se mostrou inflexível sobre a remoção de tarifas a importações chinesas.

Pesou no humor, também, a publicação do South China Morning Post sobre barreiras para a assinatura de um acordo, como questões de propriedade intelectual e compra de commodities pelos americanos.

Por outro lado, no fim da tarde, o Departamento do Comércio dos EUA decidiu estender por 90 dias a Licença Geral Temporária (LGT) que autoriza empresas americanas a promoverem transações “específicas” e “limitadas” com a gigante tecnológica chinesa Huawei. Contudo, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, informou que sua pasta continuará monitorando as relações entre empresas americanas e a companhia do país asiático, como forma de evitar supostas ameaças à segurança nacional.

Entre as grandes empresas negociadas em Wall Street, a Netflix fechou em alta de 2,56% e a Snap subiu 5,38%.

Ainda nesta segunda-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que teve uma conversa “cordial” com o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, em que falaram sobre juros, câmbio e também sobre o comércio global, incluindo a China. Para o analista Katy Lim, da BK Asset Management, a conversa amigável foi uma boa sinalização para o mercado. “Embora sejamos muito céticos em relação à capacidade de Trump de influenciar a política do Fed, a mudança de seu tom geralmente crítico sugere que Powell o tranquilizou apontando que a política permaneceria acomodatícia”, avalia a analista.

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