Bolsas de NY se atentam a balanços e dados dos EUA e fecham em alta

Dados que reforçam o bem-estar da economia dos Estados Unidos e resultados corporativos acima do esperado pelo mercado contribuíram para…


Dados que reforçam o bem-estar da economia dos Estados Unidos e resultados corporativos acima do esperado pelo mercado contribuíram para mais um dia de alta dos principais índices acionários em Nova York no pregão desta quarta-feira, 31, em meio a uma semana de volatilidade às vésperas das eleições de meio de mandato, na próxima terça-feira, no país.

O índice Dow Jones fechou as negociações com ganho de 0,97%, aos 25.115,76 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 1,09%, para 2.711,74 pontos, e o Nasdaq avançou 2,01%, aos 7.305,90 pontos. O índice de volatilidade VIX, considerado o “medidor de medo” de Wall Street, fechou em queda de 9,08%, aos 21,23 pontos.

Ainda antes da abertura dos mercados acionários em Nova York, o relatório divulgado nesta quarta pela ADP mostrou a criação de 227 mil empregos nos EUA em outubro, após ajustes sazonais, muito acima da expectativa de analistas de geração de 180 mil novos postos de trabalho. Apesar de poder indicar que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode prosseguir com suas políticas de elevações de juros, o status de economia forte imperou e impediu que os mercados apresentassem perdas significativas, como ocorreu nas últimas semanas. Os números da ADP “devem ajudar a reforçar as perspectivas positivas da economia à medida que os mercados financeiros tropeçam”, escreveu, em nota a clientes, o economista Christopher Rupkey, do MUFG Union Bank. “A economia está em grande forma com muitos empregos e mais dinheiro nos contracheques dos trabalhadores”, apontou.

O otimismo atingiu em cheio o setor financeiro, que marcou fortes altas nesta sessão, diante da avaliação de que o Fed pode continuar a elevar os juros nos EUA devido ao aquecimento do mercado de trabalho no país. O subíndice do setor financeiro fechou o dia em alta de 1,43%, aos 435,85 pontos, apoiado por ações de bancos como o Goldman Sachs (+2,78%), o Bank of America (+2,69%) e o Morgan Stanley (+2,61%).

Balanços também marcaram o dia nas bolsas nova-iorquinas. Os resultados trimestrais do Facebook, divulgados na terça-feira, após o fechamento dos mercados, viram o lucro superar as projeções dos analistas, embora a receita tenha ficado abaixo do previsto. Os números impulsionaram as ações das giant techs como um todo. Os papéis do Facebook subiram 3,81%, ajudando os da Netflix a saltarem 5,59% e os da Alphabet, a controladora do Google, a terem alta de 3,91%.

Da mesma forma, os resultados trimestrais da General Motors (GM), divulgados nesta quarta, mostraram que a companhia reverteu o prejuízo líquido registrado no mesmo período do ano passado, impulsionando as ações a fecharem com salto de 9,09%. Diante disso, o subíndice do setor de consumo discricionário do S&P 500 fechou com ganho de 1,63%, com destaque também para as ações da Amazon (+4,42%).

Os mercados seguem atentos, ainda, às eleições de meio de mandato nos EUA, que acontecem na próxima semana. O presidente americano, Donald Trump, voltou a adereçar os mercados, dizendo a executivos de grandes companhias em um evento que, “se as eleições não forem boas para os republicanos, acho que vocês todos vão perder muito dinheiro”. Mais cedo, em seu Twitter, o republicano comemorou a alta de terça-feira das bolsas, destacando que os balanços corporativos “estão ótimos!”.

Com as incertezas que marcam o cenário, a economista-chefe da Stifel Economics, Lindsey Piegza, destaca que a volatilidade vista nas últimas semanas deve permanecer. “Olhando para o final do ano, as ações continuam a enfrentar riscos em meio a eleições incertas de meio de mandato e ao aumento adicional de juros pelo Fed”, analisa, em nota a clientes.

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