Bolsas de NY fecham em alta com fala de Trump, mas corte do JPMorgan tira força


As bolsas nova-iorquinas fecharam em alta nesta sexta-feira, 23, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dar sinais considerados positivos pelo mercado financeiro sobre a guerra comercial com a China. No entanto, ao longo do pregão, esses ganhos perderam força com a decisão do JPMorgan de cortar sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano no segundo trimestre deste ano de 2,25% a 1,0%, na série anualizada.

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,37%, em 25.585,69 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,14%, em 2.826,06 pontos. O índice eletrônico Nasdaq, por sua vez, subiu 0,11%, em 7.637,01 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones recuou 0,91%, o S&P 500 perdeu 1,26% e o Nasdaq caiu 2,23%.

Os investidores vivenciaram algum alívio depois de o presidente americano, Donald Trump, ter dito, ontem após o fechamento do pregão, que um acordo comercial com a China poderia incluir a suspensão da restrição contra a empresa de telecomunicação chinesa Huawei.

Para a estrategista de investimentos da consultoria Edward Jones, Kate Warne, o acordo bilateral deve demorar mais e ser mais difícil de sair do que os investidores acreditavam algumas semanas atrás, mas “qualquer vislumbre de esperança de que progresso está sendo feito ajuda as ações a se recuperarem”.

A melhor performance setorial do dia foi do setor financeiro, cujo subíndice do S&P 500 subiu 0,77%, em 444,42 pontos. Destacam-se, no setor, os papéis do Bank of America (+1,51%), do Wells Fargo (+1,34%) e do JP Morgan (+0,98%). A recuperação parcial dos preços do petróleo fez com que o subíndice de energia do S&P 500 registrasse alta de 0,15%, com a Chevron (+0,71%) e a ConocoPhillps (+0,64%) apoiando o setor.

O recrudescimento das tensões sino-americanas no início da semana pressionou muito os papéis de tecnologia. A Qualcomm, uma das principais afetadas pela restrição imposta pelo governo americano contra a Huawei, registrou perda semanal de 18,76% nas suas ações. A Apple, por sua vez, registrou queda semanal de 5,31% diante da preocupação dos investidores com possíveis retaliações chinesas contra empresas de tecnologia americanas.

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