Bolsas da Europa fecham na maioria em baixa, ante cautela com G20

As bolsas europeias fecharam sem sinal único, nesta sexta-feira, 30, em uma sessão volátil. Investidores monitoravam sobretudo as notícias vindas…


As bolsas europeias fecharam sem sinal único, nesta sexta-feira, 30, em uma sessão volátil. Investidores monitoravam sobretudo as notícias vindas da cúpula do G20, à espera de novidades sobretudo da tensão comercial entre os Estados Unidos e a China. A reunião entre líderes dos dois países, porém, ocorre apenas na noite de sábado, o que impôs certa cautela nos mercados. Além disso, houve volatilidade nas praças do continente, com foco também em indicadores econômicos.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,17%, em 357,49 pontos.

A reunião do presidente americano, Donald Trump, e o chinês, Xi Jinping, é vista por investidores como decisiva para o futuro do comércio bilateral das duas potências. Trump tem falado que as duas partes estão em contato, mas não está claro se pode sair um acordo.

Na Europa, existe a cautela com a possibilidade de que Trump imponha tarifas sobre montadoras internacionais, inclusive europeias. Há relatos de que os EUA poderiam adotar a punição já na próxima semana, o que pressionou o setor em sessões recentes.

Na agenda de indicadores, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 2,0% em novembro, na comparação anual, desacelerando da alta de 2,2% de outubro. Analistas previam 2,1%. O núcleo do índice subiu 1,0% na mesma comparação, quando economistas esperavam 1,1%. A leitura enfraqueceu o euro, o que tende a ajudar as ações de exportadoras. A cautela global, contudo, fez força contrária. Ainda na zona do euro, a taxa de desemprego seguiu em 8,1% em outubro, como previsto pelos analistas. Na Alemanha, as vendas no varejo recuaram 0,3% em outubro ante setembro, contrariando a expectativa de alta de 0,6%.

Na bolsa de Londres, o índice FTSE-100 recuou 0,83%, a 6.980,24 pontos. Na comparação semanal, o índice subiu 0,39%, mas no mês ele caiu 2,07%. Entre as ações mais negociadas, Lloyds recuou 1,39% e Vodafone subiu 0,70%. A petroleira BP teve baixa de 0,40%.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,36%, para 11.257,24 pontos. A bolsa alemã avançou 0,58% na semana, porém recuou 1,66% ao longo de novembro. Entre os bancos alemães, Deutsche Bank recuou 2,86% e Commerzbank teve queda de 3,64%. Por outro lado, Schaeffler subiu 0,65% e K+S teve ganho de 0,56%.

Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 teve baixa de 0,05%, a 5.003,92 pontos. O índice parisiense teve ganho de 1,15% na semana, mas caiu 1,76% no mês. A petroleira Total se saiu bem, em alta de 1,50%, porém Crédit Agricole recuou 0,76% e Société Générale perdeu 1,13%, entre os bancos. A montadora Peugeot caiu 0,36%.

O índice FTSE-MIB, da bolsa de Milão, fechou em alta de 0,15%, em 19.188,97 pontos. O índice avançou 2,53% na semana, com alta de 0,73% em novembro.

Em Madri, o índice IBEX-35 teve queda de 0,24%, a 9.077,20 pontos. O IBEX-35 subiu 1,80% na comparação semanal, com ganho de 2,07% em todo o mês. Banco BPM caiu 1,57% e Tiscali recuou 4,42%, mas Banca Carige avançou 5,26% e Telecom Italia teve ganho de 1,81%.

Na bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,18%, a 4.914,14 pontos. O índice avançou 2,37% na semana, embora tenha registrado queda de 2,32% em novembro. Banco Comercial Português subiu 0,24% e Galp Energia teve ganho de 0,52%. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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