04 de junho de 2020 Atualizado 22:56

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Economia

Bolsas da Europa fecham em queda com dúvidas sobre estímulos e coronavírus

Por Agência Estado

10 mar 2020 às 15:01 • Última atualização 10 mar 2020 às 16:07

As bolsas da Europa fecharam em queda, nesta terça-feira, 10, após oscilações entre altas e perdas. Dúvidas sobre estímulos fiscais para conter o impacto econômico do avanço do coronavírus, aliado ao avanço do vírus na Europa, pesaram na avaliação dos investidores e o mau humor voltou aos mercados. A Itália fechou acordo com bancos e empresas para adiar pagamentos e suspender dívidas. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 1,14%, em 335,64 pontos.

Em Londres, o índice FTSE 100 virou para o negativo nos minutos finais do pregão fechou em queda de 0,09%, a 5.960,23 pontos. Enquanto as ações da BP subiram 3,36%, os papéis do Barclays caíram 1,07%. Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX caiu 1,41%, a 10.475,49 pontos. Destaque para ações da Lufthansa que tiveram desvalorização de 1,0%, enquanto as da Deutsche Telekom caíram 4,25%.

Os mercados acionários da Europa iniciaram o dia em alta, levados pelo otimismo em relação ao petróleo que voltou a subir com informações de que a Rússia reunirá petrolíferas para discutir colaborações com o a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O mercado também operava na expectativas por estímulos para a economia, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometer um pacote fiscal para aliviar o impacto econômico do Covid-19.

No entanto, as bolsas do Velho Continente foram abandonando as altas conforme as notícias indicavam que a Europa agora é o foco do coronavírus. Houve um salto no número de infectados na Espanha, fazendo o governo suspender voo diretos para a Itália. O Diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA, Robert Redfield, declarou que a Europa é a nova China.

Outro balde de água fria foi a fala da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmando que seu país não precisa no momento de um plano de estímulo econômico, mas sim de injeções de liquidez. Ainda na zona do euro, a Holanda registrou um avanço rápido do coronavírus e 4 mortes. Foram reportados 61 novos casos nas últimas 24 horas. Já no Reino Unido, o número de casos subiu para 372 e uma sexta morte foi registrada, enquanto o Parlamento Europeu suspendeu reuniões sob o temor do coronavírus.

O Morgan Stanley prevê recessão na Europa já no primeiro semestre deste ano. “Com a Itália adotando medidas rigorosas de quarentena em todo o país e sinalizando que o Covid-19 está se espalhando pela Europa em um ritmo acelerado, percebemos maiores riscos negativos e nossa previsão de crescimento foi revisada para baixo – colocando o crescimento da área do euro em 2020 em apenas 0,4% ao ano, com uma recessão no primeiro semestre”, afirma o banco em relatório enviado a clientes.

Em Paris, o índice CAC 40 fechou em queda de 1,51%, a 4.636,61 pontos. A ação da Airbus caiu 0,41%. Na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB registrou baixa de 3,28%, a 17.870,18 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 caiu 3,21%, a 7.461,50 pontos. O índice PSI 20, de Lisboa, fechou em queda de 0,69%, a 4.237,23 pontos.

Contato:marcela.guimaraes@estadao.com