Bolsas da Europa fecham em alta apoiadas por resultado de eleições nos EUA

As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, 7, com os investidores digerindo o resultado das eleições dos EUA. O…


As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, 7, com os investidores digerindo o resultado das eleições dos EUA. O índice Stoxx 600 pan-europeu subiu 1,06%, com as ações de bancos e de varejo com os melhores desempenhos.

A bolsa de Londres de Londres fechou em alta de 1,09%, aos 7.117,28 pontos; Paris ganhou 1,24%, aos 5.137,94 pontos; e Frankfurt subiu 0,83%, aos 11.579,10 pontos. Já a bolsa de Milão teve avanço de 1,42%, aos 19.540,94; Madri subiu 1,99%, aos 9.167,90 pontos e Lisboa teve acréscimo de 0,76%, aos 5.015,34 pontos.

Com a imensa maioria dos votos apurados, o Partido Republicano do presidente americano, Donald Trump, que dominava as duas Casas do Legislativo, agora controlará apenas o Senado, enquanto a Câmara dos Representantes estará sob domínio democrata.

O resultado era amplamente esperado pela maioria dos analistas nos últimos dias. Analistas apontam também que, em períodos de divisão nas Casas, o mercado acionário tende a mostrar desempenho positivo.

O resultado das eleições deste ano gerou a percepção de que as medidas dos últimos anos do governo Trump que agradaram aos investidores não devem ser revertidas, como cortes de impostos, mas haverá um freio maior na agenda do presidente, o que poderá se traduzir em mais moderação em questões como o comércio com a China.

“Os mercados acionários europeus estão mais altos, já que o sentimento positivo nos EUA aumentou a confiança dos investidores neste lado do Atlântico”, comentou David Madden, analista de mercado na CMC Markets. “A política dos EUA funciona como uma ótima distração hoje, mas isso não muda o fato de que os investidores ainda estão preocupados com a situação orçamentária na Itália e com a briga comercial entre EUA e China”, acrescentou.

Na Alemanha, as ações da Fresenius Medical avançaram 3,265%, depois que os eleitores da Califórnia rejeitaram uma proposta para limitar os lucros das empresas de diálise.

Contribuiu também para o movimento altista, o setor bancário em Madri, que foi apoiado por uma decisão da Suprema Corte espanhola do fim do dia de ontem, segundo a qual os clientes é que devem pagar um imposto sobre hipotecas. O papel do BBVA terminou em alta de 1,73%, enquanto o do CaixaBank acelerou 4,38%.

Hoje, o premiê Pedro Sánchez afirmou que lançará um decreto para obrigar os bancos a assumirem esse pagamento, mas isso não alterou o bom humor local, já que o maior temor das empresas do setor era que a Justiça determinasse pagamentos retroativos aos clientes, que segundo as corporações poderiam levar alguns bancos menores à falência.

Entre os dados divulgados hoje, as vendas no varejo da zona do euro ficaram estagnadas em setembro na comparação com o mês de agosto, de acordo com dados oficiais divulgados nesta quarta-feira. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta de 0,1%. Na comparação anual, houve crescimento de 0,8%.

Já a produção industrial da Alemanha cresceu 0,2% em setembro ante agosto, segundo dados com ajustes sazonais da Destatis, a agência de estatísticas do país. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda de 0,2% na produção. O resultado levou o euro a operar em alta ante o dólar. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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