Bolsas da Europa fecham com ganhos, mas registram quedas acentuadas na semana


As bolsas europeias fecharam em território positivo, nesta sexta-feira, 13, porém mostraram na comparação semanal quedas na casa dos 20% em várias das praças. O coronavírus e seus impactos na economia e medidas oficiais para combater a doença continuaram em foco, assim como as oscilações do petróleo, mas houve espaço para uma correção no dia para parte das fortes perdas recentes.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,43%, em 299,16 pontos.

Pela manhã, os índices acionários mostraram ganhos robustos, um dia depois da maior queda da história do Stoxx 600, de 11%, após o presidente americano, Donald Trump, ter suspendido todos os voos da Europa para os EUA por 30 dias, com a exceção do Reino Unido, para conter a disseminação do coronavírus. Na quinta, também influenciou o fato de que o Banco Central Europeu (BCE) não cortou juros, embora tenha anunciado outras medidas.

Nesta sexta, o humor foi apoiado pelo fato de que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciou um novo corte de compulsório, que deve liberar o equivalente a US$ 78,7 bilhões no sistema bancário local. O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) prometeu fornecer liquidez ampla a empresas financeiras a partir da próxima semana.

Na França, o presidente Emmanuel Mácron informou que os líderes de G7 terão uma reunião extraordinária, na segunda-feira, para discutir o coronavírus, com uma resposta econômica à questão entre os temas em pauta. Já na Espanha, o premiê Pedro Sánchez disse que será decretado a partir deste sábado 15 dias de estado de emergência, para conter a disseminação da doença.

Foi ainda monitorada a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode declarar emergência nacional por causa do coronavírus. Além disso, os contratos de petróleo chegaram a perder fôlego no fim do pregão europeu, com as ações também mostrando menos força na reta final.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 2,46%, a 5.366,11 pontos. Na comparação semanal, o índice recuou 16,97%. A BP registrou ganho de 0,47%, Lloyds avançou 2,42% e Barclays, 4,98%.

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,77%, a 9.232,08 pontos, mas com queda de 20,01% na semana. Entre os bancos alemães, Deutsche Bank subiu 4,80% e Commerzbank, 3,78%.

Na Bolsa de Paris, o CAC 40 avançou 1,83%, a 4.118,36 pontos, com perda de 19,86% na comparação semanal.

Em Milão, o FTSE MIB se destacou, em alta de 7,12%, a 15.954,29 pontos, mas ainda assim com queda de 23,30% na semana. A petroleira ENI se saiu bem, com alta de 4,84%. Intesa Sanpaolo ganhou 6,26%.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex 35 fechou com ganho de 3,73%, a 6.629,60 pontos, com baixa de 20,85% na comparação semanal. Santander recuou 0,92%, mas Banco de Sabadell se destacou, com alta de 11,46%.

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, avançou 0,83%, a 3.837,38 pontos, com recuo semanal de 17,86%.

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