Bolsa resiste à pressão de Nova York e fecha em alta com ajuda dos bancos

No penúltimo dia de pregão do ano, o Ibovespa resistiu à pressão de Nova York e fechou em alta nesta…


No penúltimo dia de pregão do ano, o Ibovespa resistiu à pressão de Nova York e fechou em alta nesta quinta-feira, 27, depois de chegar a operar em baixa na última hora do mercado aberto, às vésperas da posse de Jair Bolsonaro como presidente da República.

Os papéis que mais contribuíram para manter a Bolsa no terreno positivo foram os do setor financeiro, de elétricas e de construtoras, que foram suficientes para compensar a queda de outros setores, em um dia de correção nas bolsas dos EUA.

Com os investidores já em ritmo de férias, os negócios tiveram baixo volume nesta quinta-feira, a R$ 9,71 bilhões, um pouco acima do projetado (R$ 8 bilhões), mas a metade do que costuma ocorrer. O movimento que predominou, segundo operadores, foi a busca por zeragem de posições antes do fim do ano. Nesse contexto, a Bolsa subiu 0,38%, para 85.460,20 pontos.

No noticiário corporativo, os bancos ficaram entre os destaques positivos. Enquanto o Itaú subiu 1,69%, o Bradesco avançou 2,46%. Também subiram as ações das elétricas. A Eletrobras, por exemplo, foi impulsionada pela expectativa de leilão da sua distribuidora em Alagoas, a Ceal, previsto para ocorrer na sexta-feira. A ON avançou 6,74% e a PNB subiu 6%.

Além disso, na última meia hora do pregão, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, garantiu ao Broadcast (sistema fechado de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a reforma da Previdência será a prioridade número um do novo governo e que o projeto não será enviado ao Congresso de forma fatiada. O mercado tem acompanhado com atenção todos os sinais da equipe de transição referente a qual será a estratégia para aprovar a reforma.

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