BNDES tem lucro líquido de R$ 13,808 bi no 1º semestre


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encerrou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 13,808 bilhões, avanço de 190,1% ante os seis primeiros meses do ano passado. o resultado, turbinado pela venda de participações acionárias na Petrobras, Vale, Rede Energia e, especialmente, na Fibria, após a fusão com a Suzano, foi concentrado no primeiro trimestre, quando o lucro líquido foi de R$ 11,1 bilhões.

Contribuíram ainda para os ganhos no primeiro semestre, conforme o relatório de administração publicado nesta quarta-feira, 28, no Diário Oficial da União, o aumento de R$ 1,425 bilhão (21,8% ante o primeiro semestre de 2018) do produto de intermediação financeira, e pela reversão de despesa com provisão para risco de crédito de R$ 1,161 bilhão.

Apesar das vendas de ações, com a valorização dos ativos em Bolsa, a carteira de participações acionárias do BNDES encerrou o primeiro semestre avaliada em R$ 105,323 bilhões, ante R$ 96,427 bilhões, no fechamento de 2018.

O relatório informa ainda que, com a devolução antecipada de R$ 30 bilhões em empréstimos do Tesouro Nacional, esse passivo deixou de ser a principal fonte de recursos do BNDES. No encerramento do primeiro semestre, o Tesouro Nacional respondeu por 34,1% do “funding”, diante de 37,9% oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), principal fonte do banco de fomento desde a Constituição de 1988. A participação dos empréstimos do Tesouro deverá cair ainda mais, já que houve mais uma devolução, de R$ 40 bilhões, em agosto.

O balanço financeiro do BNDES mostra ainda sólidos indicadores bancários. O Índice de Basileia ficou em 34,1%, enquanto os índices de inadimplência ficaram em 1,81% (30 dias) e 1,65% (90 dias).

O relatório confirma ainda os dados de desempenho econômico, já anunciados em julho: o BNDES desembolsou R$ 25,2 bilhões a empréstimos já aprovados, menor nível em duas décadas, uma queda de 9% ante o primeiro semestre de 2018. Desse total, R$ 11,4 bilhões foram para infraestrutura, 4% a mais do que na primeira metade de 2018.

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