BCE demonstra preocupação com efeitos colaterais de medidas de estímulo, diz ata


Alguns dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) alertaram em sua última reunião de política monetária sobre possíveis efeitos colaterais de taxas de juros negativas, segundo ata do encontro realizado nos dias 11 e 12 de dezembro, divulgada nesta quinta-feira.

Em setembro, o BCE anunciou uma série de novas medidas de estímulo monetário, incluindo um corte na taxa de depósitos, de -0,40 para -0,50%, em sua primeira redução de juros desde março de 2016.

Na reunião de dezembro, a primeira sob o comando da nova presidente do BCE, Christine Lagarde, alguns dirigentes da instituição expressaram preocupação com a estratégia de juros negativos, ao ressaltarem a necessidade de ficar atentos “aos possíveis efeitos colaterais das atuais medidas de política monetária”.

O BCE precisa acompanhar cuidadosamente o impacto dos estímulos nos bancos e mercados de ativos, “como ações e imóveis”, de acordo com a ata.

“Alguma preocupação também foi demonstrada em relação ao impacto em potencial de juros negativos para famílias da zona do euro, com poupanças e a dinâmica do consumo também exigindo monitoração de perto”, diz o documento.

De qualquer forma, os dirigentes afirmaram que o impacto geral de juros negativos na rentabilidade dos bancos da zona do euro continua sendo positivo.

Ainda na ata, os dirigentes do BCE reiteraram a promessa de não elevar suas principais taxas de juros até que a inflação “convirja de forma robusta” para a meta de inflação da instituição, que é de uma taxa ligeiramente abaixo de 2%.

Em dezembro, a taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro era de 1,3%, segundo os números mais recentes da Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia.

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