Após sequência de altas, Ibovespa passa por correção e cai 1,04%

Depois de uma sequência de altas que se estendeu por quatro pregões - com direito a dois recordes históricos sucessivos…


Depois de uma sequência de altas que se estendeu por quatro pregões – com direito a dois recordes históricos sucessivos -, o Índice Bovespa nesta terça-feira, 6, cedeu a um movimento de realização de lucros e fechou em baixa de 1,04%, aos 88.668,92 pontos. A queda foi mais brusca pela manhã, quando os investidores repercutiam ruídos do cenário político doméstico e exibiam cautela ante o cenário internacional, onde o principal evento do dia foi a eleição parlamentar nos Estados Unidos. Os negócios somaram R$ 14,5 bilhões.

No cenário político doméstico, geraram algum desconforto as informações desencontradas entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, acerca da reforma da Previdência. Mas a aparente falta de coesão na equipe do governo eleito foi relativizada, dada a fase ainda inicial das negociações em torno do assunto. A percepção corrente ainda é de que a lua-de-mel com o governo deve perdurar por mais tempo.

“O mercado tende a manter o otimismo com o novo governo, mas há duas leituras possíveis sobre a capacidade de o Ibovespa seguir rumo aos 100 mil pontos até dezembro. Uma delas é de que a eleição do novo governo ainda não foi totalmente precificada e seguirá alimentando as ordens de compra. A outra considera que a precificação está totalmente concluída e que o mercado começará a exigir sinalizações mais concretas para levar o índice adiante”, disse um gerente de mesa de ações que não quis se identificar.

Para Guilherme Macêdo, sócio da Vokin Investimentos, o investidor está em compasso de espera de novos indicativos de que o governo eleito irá implementar o que está se propondo a fazer, mas isso não necessariamente impedirá o Ibovespa de superar os 90 mil pontos no curto prazo e alcançar o nível dos 100 mil até o final do ano. “Se por um lado os integrantes do novo governo parecem bater cabeça, mostrando que ainda não estão totalmente coesos, por outro lado, o mercado vê uma agenda em discussão que há muito tempo não se via no País”, disse.

Na análise por ações no dia, o destaque ficou por conta das ações da Petrobras, que caíram 2,58% (ON) e 3,44% (PN). Além do balanço trimestral aquém do esperado, os papéis foram penalizados pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional, em meio à elevação das previsões de produção da commodity nos Estados Unidos. A maior queda do Ibovespa, no entanto, ficou com Magazine Luiza ON, que perdeu 8,36%, em movimento de realização de lucros após a companhia ter divulgado balanço trimestral dentro das expectativas dos analistas.

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