Após oscilarem em alta durante a sessão, juros fecham perto dos ajustes

Os juros futuros continuaram oscilando em alta moderada ao longo da tarde desta quarta-feira, 26, refletindo o avanço do dólar…


Os juros futuros continuaram oscilando em alta moderada ao longo da tarde desta quarta-feira, 26, refletindo o avanço do dólar e um pouco de ajuste ao desempenho ruim dos ativos em Wall Street na segunda-feira, quando o mercado doméstico estava fechado. Na reta final, no entanto, a alta perdeu força e as taxas fecharam praticamente estáveis ante o ajuste de sexta-feira, uma vez também que o avanço da moeda norte-americana desacelerou.

O maior destaque desta volta do feriado de Natal, contudo, foi a liquidez fraquíssima nos negócios com juros na B3, refletindo a ausência já de muitos players nas mesas de operação em função das festas de fim de ano.

Com menos de 70 mil contratos, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a sessão estendida em 6,600%, ante 6,591% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2021 passou de 7,404% para 7,420%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 8,64%, de 8,614%, e a do DI para janeiro de 2025 ficou estável em 9,21%.

“É um pouco da piora do ambiente externo e pouco do problema do dólar spot no fim do ano. O Banco Central tem colocado volume menor nos leilões de linha e isso traz um pouco de pressão”, afirmou um gestor, observando ainda alguma recomposição de preços apontada pelo monitor diário de inflação da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A FGV informou nesta quarta que o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) inverteu o sinal de queda para alta de 0,10% na terceira quadrissemana de dezembro. Na segunda leitura do mês, o IPC-S teve queda de 0,03%. Nada, contudo, que comprometa a percepção dos analistas de que a Selic permanecerá em 6,50% nos próximos meses e talvez até durante todo o ano de 2019. Na pesquisa Focus, a mediana das projeções para a Selic no próximo ano vem caindo e, no levantamento divulgado na segunda-feira, chegou a 7,25%, de 7,50% na pesquisa anterior.

Em comparação ao avanço do dólar, que nesta quarta nas máximas chegou a R$ 3,94 mas fechou em R$ 3,9226, e ao nível de aversão ao risco no exterior visto na segunda-feira, o comportamento das taxas foi considerado bastante comedido, não somente por causa do cenário inflacionário, mas também pela expectativa favorável sobre as reformas no governo de Jair Bolsonaro.

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