Apesar do dólar, juros fecham com viés de baixa à espera do corte da Selic

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta quarta-feira, 16, praticamente estáveis ante os ajustes anteriores, com viés de baixa…


Os juros futuros fecharam a sessão regular desta quarta-feira, 16, praticamente estáveis ante os ajustes anteriores, com viés de baixa em alguns vencimentos, a despeito de hoje ter sido mais um dia de avanço tanto do dólar ante o real quanto do rendimento dos Treasuries. Segundo profissionais da área de renda fixa, a quarta-feira foi ruim para o real, mas é positiva para as demais moedas de economias emergentes, o que ajuda a curva a termo a ficar mais comportada. Além disso, a percepção majoritária é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai reduzir a Selic em 0,25 ponto porcentual nesta noite.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2018 fechou em 6,224%, de 6,240% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2019 caiu de 6,350% para 6,320% e a do DI para janeiro de 2020 fechou em 7,34%, de 7,35%. O DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 8,46%, ante ajuste anterior de 8,47%, e a do DI para janeiro de 2023 passou de 9,67% para 9,63%.

Em relação aos preços de fechamento de ontem, porém, as taxas estiveram ligeiramente pressionadas para cima. “As taxas estão praticamente de lado a despeito do dólar e dos Treasuries. Hoje temos moedas de economias emergentes se valorizando, o que traz alívio”, disse a gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patricia Pereira.

Nesse movimento, ela destaca a sinalização positiva vinda do leilão de Letras do Banco Central (Lebac) na Argentina, que ontem rolou 100% dos papéis que venciam esta semana, segundo comunicado do BC argentino. O resultado foi visto como um voto de confiança do mercado, em meio às tratativas para um empréstimo do Fundo Monetário Internacional.

Quanto ao Copom, embora a escalada do dólar traga dúvidas para alguns players sobre se a Selic será mesmo reduzida hoje, a maioria ainda entende que foi uma indicação inequívoca a declaração do presidente do BC, Ilan Goldfajn, na entrevista dada à Globonews na semana passada. Na ocasião, Ilan afirmou que para a política monetária “o que importa é a inflação e a atividade”. Além disso, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que ajuda a medir o pulso da economia, veio pior do que a mediana das estimativas do mercado, o que reforça o argumento dos mais otimistas para um corte da Selic. O índice caiu 0,13% na média no primeiro trimestre, quando a mediana das estimativas era de alta de 1,3%. Na curva a termo, a precificação apontava 65% de possibilidade de queda da taxa básica nesta noite e 35% de chance de manutenção.

Por volta das 16h30, o dólar à vista subia 0,35%, aos R$ 3,6755. No exterior, a T-Note de dez anos projetava 3,090%, de 3,071% no fim da tarde de ontem.

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