Apesar de queda do dólar, juros zeram recuo e fecham em alta na ponta longa

O mercado de juros teve um desempenho mais contido na etapa vespertina desta segunda-feira, 3, com as taxas de médio…


O mercado de juros teve um desempenho mais contido na etapa vespertina desta segunda-feira, 3, com as taxas de médio e longo prazo zerando o recuo visto durante o dia para fecharem a sessão regular perto da estabilidade e apontarem, no caso dos longos, alta na jornada estendida. As taxas descolaram-se do recuo do dólar, que mais cedo vinha ajudando a curva a fechar, mas profissionais da área de renda fixa viram o movimento relacionado a fatores técnicos, amparado em saída de fluxo, possivelmente de investidores estrangeiros, e encurtamento de posições.

As principais taxas fecharam o dia nas máximas, com exceção do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020, que caiu de 6,992% no ajuste de sexta-feira para 6,95%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 7,94%, de 7,943% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,12%, de 9,07% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 subiu para 9,63%, de 9,572%.

De modo geral, o dia foi considerado “fraco” para o mercado de juros, com agenda pouco relevante e liquidez reduzida, mas as taxas passaram boa parte da segunda-feira em queda respondendo principalmente ao fechamento do acordo temporário entre os Estados Unidos e China para suspender a aplicação de tarifas de importação por 90 dias, fechado no fim de semana, após a reunião do G-20 em Buenos Aires. Esse compromisso é visto como uma trégua nas tensões comerciais, o que estimula o apetite pelo risco por ativos de países emergentes, com o dólar em declínio ante o real e seus pares.

Luis Felipe Lausidio, operador da Renascença DTVM, afirma que o impacto do acordo foi perdendo força e, com isso, houve zeragem de posições no miolo da curva durante à tarde, lembrando que as taxas terminaram a semana passada em níveis bastante baixos. “Daí o pessoal resolveu realizar”, afirmou.

A semana é recheada de eventos e indicadores que, de fato, exigem pausa para tomada de fôlego por parte do investidor. Nesta terça-feira, é esperada a votação da revisão do acordo para a cessão onerosa do pré-sal no Senado, que abriria caminho para a realização dos leilões em 2019 e que devem ser importante fonte de recursos para o ajuste fiscal. “Se não tivermos solucionado a questão até a próxima semana, fica para o próximo governo”, afirmou o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. A agenda dos próximos dias ainda contempla a produção industrial de outubro (terça) e o IPCA de novembro, na sexta-feira. No exterior, o destaque é o payroll norte-americano de novembro, também na sexta.

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