Alvaro Dias responde crítica de Bolsonaro à ação do Podemos contra tarifa


O líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR), respondeu, em suas redes sociais, a crítica do presidente da República, Jair Bolsonaro, à decisão do seu partido de entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a cobrança de tarifa no cheque especial. Na publicação de Bolsonaro, feita na manhã deste sábado, 11, o presidente questiona a quem interessaria a ação do Podemos: “Aos pobres ou aos banqueiros?”

“Caro Sr. Presidente @Jair, ao PODEMOS interessa todos os brasileiros”, responde Alvaro Dias.

Desde o último dia 6, os juros cobrados no cheque especial estão limitados a 8% ao mês, conforme as novas regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas os bancos podem cobrar uma taxa de até 0,25% sobre limites superiores a R$ 500.

O senador, em sua publicação, diz que o partido é contra a cobrança de tarifa no cheque especial para todos os brasileiros e destaca que o juro de 8% ao mês ainda é mais alto do que a taxa Selic, atualmente em 4,5% ao ano.

“Veja como a conversa da tarifa para reduzir juros é um estelionato retórico. Os 8% mensais foram utilizados para não mencionar que continuam a astronômicos 151% ao ano, considerando juros compostos”, reforça ele, citando que esse porcentual é muito superior a países como Portugal e Espanha.

Dias também ressalta que o lucro dos bancos deve ser recorde em 2019 e que o spread bancário brasileiro “alterna a liderança” no ranking mundial.

“Não temos dúvidas que o abatimento dos juros exorbitantes cobrados ilegalmente pelos bancos, em forma de juros sobre juros, e a proibição dessa prática de maneira efetiva deveria ser o trabalho do governo pelo interesse dos pobres. Se assim o fizesse, Sr. Presidente, com certeza seu nome passaria melhor para a história como aquele que cuida do ‘Bolso’ dos que mais precisam”, critica Dias. “Por fim, devolvemos a pergunta: A quem interessa a ação do Banco Central do governo Bolsonaro de criar a tarifa do cheque especial. Aos pobres ou aos banqueiros?”

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