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Economia

Ainda dá tempo de colocar as contas em ordem no 2º semestre?

Com um planejamento financeiro adequado e controle de gastos, é possível colocar a ‘casa’ em ordem e chegar ao final do ano no azul

Por Ana Carolina Leal

24 de junho de 2024, às 07h58

É possível avaliar os gastos variáveis ao longo do semestre e planejar eventuais despesas extras que não estão no orçamento - Foto: Drazen Zigic_Freepik

Com o fim do primeiro semestre se aproximando, surge a dúvida: ainda há tempo para colocar as contas em ordem e terminar o ano no azul? Segundo o economista e professor da Faculdade de Ciências Econômicas da PUC-Campinas, Roberto Brito de Carvalho, isso é possível com planejamento e disciplina financeira.

O primeiro passo, segundo Carvalho, é fazer um planejamento financeiro detalhado, seja por meio de um aplicativo, planilha ou até mesmo no papel. “Nesse planejamento, devem constar todas as receitas, recebimentos, rendas e despesas fixas, aquelas impossíveis de fugir”, orienta.

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Após listar todas as despesas e receitas, é importante verificar se há um saldo positivo. Com isso, é possível avaliar os gastos variáveis ao longo do semestre e planejar eventuais despesas extras que não estão no orçamento fixo.

Carvalho destaca a importância de criar uma reserva financeira. “Guardar algum tipo de reserva é fundamental para lidar com imprevistos e dificuldades que possam surgir”, afirma. Essa reserva proporciona segurança financeira e tranquilidade em momentos de crise.

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Para evitar gastos desnecessários, o economista sugere que as pessoas façam três perguntas antes de realizar uma compra: preciso disso?, preciso fazer esse gasto agora? e tenho recurso e me preparei para isso?

De acordo com ele, essas reflexões ajudam a controlar os impulsos de compra e a focar em gastos essenciais.

Carvalho lembra que o segundo semestre costuma ter um conjunto de feriados importantes, e embora este ano tenha menos, ainda assim são momentos que podem levar a gastos extras com lazer. No entanto, o que mais pesa são as despesas de final de ano, especialmente as confraternizações e festividades de Natal e Réveillon.

“Por isso, é importante planejar esses gastos com antecedência para evitar surpresas desagradáveis”, afirma.

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Para quem possui dívidas acumuladas, o economista sugere avaliar a dimensão da dívida e o tempo necessário para quitá-la. Ele recomenda substituir dívidas caras, como as de cartão de crédito e cheque especial, por opções mais baratas, como empréstimos consignados, que têm juros menores.

“Se não for possível renegociar diretamente com o credor, uma alternativa é buscar a portabilidade da dívida para outro agente financeiro que ofereça condições mais favoráveis”, aconselha. Além disso, é fundamental reduzir gastos supérfluos para facilitar o pagamento das dívidas.

Já para quem busca aumentar a renda, Carvalho sugere duas abordagens: aumentar a carga de trabalho ou buscar qualificação profissional. “Melhorar o rendimento requer qualificação. Buscar uma formação adicional pode proporcionar melhores remunerações no futuro”, conclui.

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