51% rejeitam reforma e oposição é maior entre mulheres, diz Datafolha

Os que se dizem favoráveis às mudanças na regras de aposentadoria somam 41%; 2% são indiferentes e 7% não souberam responder


A reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro é rejeitada por 51% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha revelada pelo jornal Folha de S.Paulo. Os que se dizem favoráveis às mudanças na regras de aposentadoria somam 41%. Outros 2% são indiferentes e 7% não souberam responder.

Foto: Marcos Corrêa / PR
Presidente da República, Jair Bolsonaro durante entrega da PEC da nova Previdência Social

As mulheres são as que mais rejeitam as mudanças nas regras de aposentadoria: 56%. Entre homens, 48% são a favor e 45%, contrários.

Por faixa de renda, entre os que ganham acima de 10 salários mínimos, 50% são a favor da reforma e 47%, contra. Já entre os mais pobres, que recebem até dois salários mínimos por mês, 53% rejeitam a reforma, contra 37% que a apoiam.

A idade mínima proposta para homens e mulheres também tem maioria contra, especialmente na regra para as mulheres. Segundo a pesquisa, 65% rejeitam a idade mínima de 62 anos proposta para pessoas do sexo feminino. No caso dos homens, 53% são contra a idade mínima de 65 anos.

As mudanças para o funcionalismo público, no entanto, tem amplo apoio: 66% dos entrevistados aprovam a regra que prevê que servidores públicos que ganham mais devem pagar alíquotas maiores. E 72% são favoráveis a que funcionários públicos tenham o mesmo teto de aposentadoria que os trabalhadores da iniciativa privada.

E os próprios servidores apoiam as regras: 74% são favoráveis a alíquotas maiores para os que ganham mais e 64% defendem a equiparação do teto da aposentadoria.

Dentre os que se declaram eleitores de Jair Bolsonaro, o apoio à reforma chega a 55%. Já a rejeição da proposta entre eleitores de Fernando Haddad (PT) e os que votaram branco ou nulo chega a 72%.

O Datafolha ouviu 2.086 pessoas com 16 anos ou mais, em 130 cidades, em 2 e 3 de abril.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora