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Estudo

Voltar ao trabalho ou seguir em home office?

Mais de 50% dos entrevistados no Brasil desejam manter o home office após a pandemia

Por Da redação

19 set 2020 às 12:06

O resultado do mais recente estudo mensal COVID-19 Consumer Study, do IBM Institute for Business Value (IBV), realizado em agosto, que entrevistou 14.500 adultos no Brasil e em sete países (Alemanha, China, Espanha, Estados Unidos, Índia, México, e Reino Unido) mostra que mais de 50% dos entrevistados no País desejam manter o home office após a pandemia.

A pesquisa com consumidores também revela que, para 58% dos entrevistados, a Covid-19 impactou a saúde mental de um ou mais familiares. Os consumidores estão buscando novas experiências de compra.

52% das pessoas entrevistadas desejam continuar trabalhando exclusivamente em casa ou com idas ocasionais ao local de trabalho – Foto: Divulgação

“Os indivíduos estão exigindo padrões mais elevados de transparência e flexibilidade de seus empregadores à medida que navegam pelo longo período do impacto da Covid-19”, comenta Carlos Capps, líder das indústrias de Consumo, Saúde e Life Science para IBM Services na América Latina.

“As empresas brasileiras devem estar preparadas para ter uma comunicação clara e entender as novas necessidades e preocupações dos funcionários em relação ao home office e ao retorno ao local de trabalho. No que diz respeito ao consumidor, existem alguns novos comportamentos de compra e experiências virtuais que estão chamando a atenção e devem ser mantidos após a pandemia também”, diz Capps.

O estudo também revela as principais preocupações dos consumidores brasileiros pesquisados em relação à família e ao trabalho:

• Trabalho remoto após a pandemia. 52% desejam continuar trabalhando exclusivamente em casa ou com idas ocasionais ao local de trabalho; 25% querem voltar, mas ainda desejam poder trabalhar de casa ocasionalmente. Apenas 10% querem voltar a trabalhar todos os dias no escritório.

• Grandes expectativas de transparência e flexibilidade das empresas. 87% acreditam que é necessária uma comunicação clara sobre as condições sanitárias adequadas no local de trabalho físico. E cerca de 86% dos entrevistados gostariam que fosse obrigatório o teste de COVID-19 a todos os funcionários e um mecanismo de reporte dos casos positivos que fossem identificados.

• Comportamento de compra de produtos e estabelecimentos locais. 36% dos entrevistados disseram que estão comprando mais produtos feitos localmente e 32% estão comprando mais de lojas locais. Para 34% e 26%, respectivamente, não houve uma mudança no hábito relacionado a esse tema e o restante está comprando menos ou não está comprando produtos locais ou em lojas locais.

Percepções de diferentes gerações

Em todo o mundo, as opiniões dos consumidores sobre o impacto da pandemia variam amplamente por faixa etária.

• 69% dos millennials (idades entre 25-39) estão preocupados com sua segurança no emprego e 60% disseram que a pandemia afetou sua saúde mental, uma porcentagem mais alta do que todas as outras faixas etárias.
• Os baby boomers (com idades entre 55 e 70 anos ou mais) são os mais pessimistas sobre a recuperação econômica, com sete em cada dez relatando que acreditam que a economia de seu país continuará a sofrer uma desaceleração ou declínio significativo.
• A geração Z (idades entre 18 e 24 anos) é a mais otimista em relação à economia, com mais da metade afirmando acreditar que a economia se recuperará ao estado anterior à COVID-19 nos próximos meses.

Fonte: IBM – Institute for Business Value

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