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Brasil

União Europeia chega a acordo para neutralizar emissões até 2050

Acordo foi fechado após horas de conversa com países do leste europeu que demandavam mais recursos para financiar a transição

Por Agência Estado

13 dez 2019 às 20:57 • Última atualização 14 dez 2019 às 09:35

Foto: Pixabay - CC
Neutralidade do carbono consiste em não emitir mais gases de efeito estufa do que o país consegue absorver

Líderes da União Europeia fecharam acordo nesta sexta-feira, 13, para alcançar a neutralidade das emissões de carbono até 2050, informou a agência Reuters. O acordo foi fechado após horas de conversa com países do leste europeu que demandavam mais recursos para financiar a transição de distanciamento dos combustíveis fósseis.

O compromisso não foi assumido pela Polônia, segundo a Reuters, que concordou em retomar o debate em junho do ano que vem. O país havia sugerido que a data fosse fixada em 2070. A decisão do bloco surge um dia depois da divulgação do plano de 100 bilhões de euros para zerar a emissão de gases-estufa até a metade do século.

A neutralidade do carbono consiste em não emitir mais gases de efeito estufa do que o país consegue absorver. “O acordo em torno da neutralidade climática até 2050 representa um importante objetivo”, disse em um tuíte o presidente do conselho europeu, Charles Michel. “Nada que vale a pena vem fácil. Mas conseguimos!”, completou.

O primeiro ministro húngaro, Viktor Orban, deu o tom antes das negociações, insistindo que os países do leste europeu deveriam receber garantias financeiras generosas por essa transição de distanciamento dos combustíveis fósseis. “Não podemos permitir que burocratas de Bruxelas façam que o povo pobre e os países pobres paguem o custo da luta contra a mudança climática”, disse Orban.

No entanto, os maiores empecilhos foram apresentados pelos tchecos e poloneses. A demanda vinda de Praga era que o dinheiro europeu pudesse ser aplicado na construção de usinas nucleares, o que teve resistência da Áustria, Alemanha e Luxemburgo. Enquanto isso, a Polônia queria garantias que o investimento climático da UE não excluiria a ajuda de desenvolvimento dada pelo bloco às partes mais pobres. (Com agências internacionais)

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