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Cotidiano

Trabalhadores do Metrô de SP aceitam proposta de reajuste e descartam greve

Por Agência Estado

24 de maio de 2022, às 22h16 • Última atualização em 24 de maio de 2022, às 22h58

A Assembleia do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, realizada nesta terça-feira, 24, decidiu aceitar a proposta para categoria e cancelou a greve que estava sendo chamada para esta quarta-feira, 25. A decisão foi tomada à noite, após votação online. Com isso, as linhas do Metrô vão funcionar normalmente.

Os participantes da assembleia aceitaram a proposta da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) de reajuste de 12,26% nas cláusulas econômicas (incluindo vale alimentação e refeição), que foi oferecida durante a reunião de tentativa de conciliação pré-processual no Tribunal Regional do Trabalho.

Além disso, o Metrô acertou o pagamento de dois “steps”, um mecanismo que a empresa usa para buscar a isonomia salarial. O referente ao ano de 2020 será pago em 31 de agosto e o de 2021 será pago em 31 de janeiro de 2023. Essa foi mais uma vitória do sindicato, que vinha reclamando de muitos casos de metroviários que desempenham a mesma função e ganham salários diferentes.

A paralisação havia sido aprovada pelo sindicato no dia 12 de maio e entre as reivindicações estavam principalmente o reajuste salarial, a contratação de mais funcionários via concurso público e a isonomia salarial. “Queremos salário igual para trabalho igual. São muitos os casos de funcionários que exercem a mesma função mas recebem salários diferenciados”, afirmou a entidade em uma carta aberta.

Em caso de greve, os passageiros que pegassem as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata seriam afetadas. Já as linhas administradas em São Paulo por concessionárias da iniciativa privada, como as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Se os metroviários não vão cruzar os braços, outra categoria importante está em estado de greve. Em assembleia realizada na segunda, 23, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo aprovou o indicativo de paralisação, o que significa que eles podem interromper o trabalho caso não avance a negociação com o sindicato patronal.

A categoria que reúne motoristas e cobradores de ônibus está insatisfeita e pede um reajuste salarial de 12,47% e participação nos lucros ou resultados no valor de R$ 2.500, entre outras reivindicações. Como as negociações avançaram pouco, não está descartada a possibilidade de greve nos próximos dias.

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