Segurança que asfixiou jovem responderá por homicídio com dolo eventual

Um novo inquérito sobre o caso foi encaminhado à Justiça nesta sexta-feira


Acusado de ser o responsável pela morte de um rapaz por asfixia em uma loja do supermercado Extra, no Rio, o segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos, vai responder por homicídio com dolo eventual, ou seja, em que assumiu o risco de matar.

Novas imagens, exibidas pela TV Globo, revelam que Pedro Henrique Gonzaga estava desarmado quando foi imobilizado pelo segurança, diferentemente do alegado inicialmente.

Foto: Reprodução
Pedro Henrique Gonzaga estava desarmado quando foi imobilizado

Um novo inquérito sobre o caso foi encaminhado à Justiça nesta sexta-feira, reunindo diversas imagens de vídeo que refazem o passo a passo do crime desde o momento em que Gonzaga e sua mãe chegam ao supermercado, na Barra da Tijuca, na zona oeste, até a morte do rapaz.

As novas imagens mostram que Gonzaga vai em direção do segurança. Em seguida, ele cai no chão duas vezes e, em seguida, é imobilizado. Amâncio alegou, originalmente, que o rapaz tentou pegar sua arma. Mas uma outra imagem mostra a arma na mão de um outro segurança, Edmilson Félix, comprovando que a vítima não oferecia risco algum.

A pena por homicídio com dolo eventual pode chegar a 30 anos de prisão. O outro segurança, que segurou a arma do colega e assistiu ao estrangulamento, também responderá por homicídio, porque não fez nada para impedir a morte de Gonzaga, a despeito dos diversos alertas feitos por outras testemunhas da cena.

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