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Cotidiano

Pastor com mais de 400 mil inscritos em canal é preso pela PF sob acusação de compartilhamento de pornografia infantil

Segundo a PF, ele já havia sido indiciado anteriormente pelos mesmo delitos, mas continuou a "adquirir e compartilhar" diversos vídeos

Por Agência Estado

05 de julho de 2024, às 18h10 • Última atualização em 06 de julho de 2024, às 10h18

No momento da prisão, o suspeito estava em casa, na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo - Foto: Reprodução

O pastor evangélico Agnaldo Betti, de 58 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Federal sob a acusação de compartilhar vídeos de pornografia infantil pela internet. No momento da prisão, o suspeito estava em casa, na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, o homem já havia sido indiciado anteriormente pelos mesmo delitos, mas continuou a “adquirir e compartilhar” diversos vídeos e fotografias contendo cenas de violência sexual infantojuvenil.

A sua defesa não foi localizada pela reportagem. A Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém, em Campinas, disse ter suspendido a sua filiação (leia mais abaixo).

A operação policial deflagrada nesta quarta-feira, 3, recebeu o nome Escudo da Inocência. Os crimes apurados, de acordo com a instituição, têm penas somadas de até dez anos de prisão.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Juíza Federal Valdirene Ribeiro de Souza Falcão, titular da 9ª Vara Criminal Federal de Campinas, após manifestação favorável do Ministério Público Federal.

O canal do pastor Betti no YouTube possui 416 mil inscritos. Nele, o religioso publica vídeos com lições bíblicas para jovens e adultos.

Depois da prisão, a diretoria da Assembleia de Deus – Ministério do Belém, em Campinas, publicou uma nota em que afirma ter suspendido a filiação do pastor Betti na instituição, “até que se apure definitivamente os fatos, aguardando-se a devida atuação das autoridades policiais e judiciais competentes, resguardado o direito de defesa e contraditório”.

A igreja também diz que desconhecia qualquer investigação ou o indiciamento anterior do religioso, e que a conduta será apurada em procedimento interno nos órgãos jurídico e eclesiástico.

A Assembleia de Deus acrescenta que o pastor Betti não atuava em templos desde 2017, ainda que mantivesse o vínculo eclesiástico, “tendo optado por exercer um ministério pessoal itinerante, mantendo, ainda, um canal particular na internet, com milhares de seguidores”.

“A Diretoria da IEADCAMP (Igreja Evangélica Assembleia de Deus Campinas) solidariza-se com as vítimas dos fatos anunciados, bem como com a família do envolvido, que também é vitimizada pela conduta ora revelada, conclamando que os mantenhamos a todos em nossas orações”, conclui a nota.

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