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IBGE

No País, 27,5% dos bebês até um ano estão fora de creches

Bebês não estão na creche ou porque não havia vaga ou porque a escola disponível ainda não aceitava a criança por causa da idade

Por Agência Estado

15 jul 2020 às 10:29 • Última atualização 15 jul 2020 às 14:03

Embora venha aumentado a escolarização de crianças e adolescentes no País, uma parte significativa das crianças até 3 anos de idade estão fora da creche ou da pré-escola contra a vontade dos pais, mostram dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2019, 27,5% dos bebês até um ano de vida não estavam na creche porque não havia vaga ou porque a escola disponível ainda não aceitava a criança por causa da idade. Esse porcentual subia a 37,4% no Norte e a 33,9% no Nordeste.

Entre as crianças de 2 a 3 anos de idade, 39,9% não estudavam por falta de vaga ou de estabelecimento que aceitasse a criança nessa faixa etária. No Norte, essa fatia era de 46,1%, e no Nordeste, de 49,3%.

A oferta de vagas em creches e pré-escola tem relação com a entrada de mulheres em idade reprodutiva no mercado de trabalho. O estudo mostra que 27,5% das mulheres jovens, de 15 a 29 anos de idade, não estudavam, nem trabalhavam nem faziam qualquer tipo de qualificação.

Segundo Marina Aguas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, essas mulheres muitas vezes estão ocupadas com afazeres domésticos e cuidado de pessoas, especialmente crianças. “As mulheres muitas vezes exercem atividades e afazeres de base. Dentro da Organização Internacional do Trabalho (OIT) já tem uma discussão enorme de que sejam as outras formas de trabalho, trabalho ampliado, que não só trabalho de mercado. O que a gente quer mostrar aqui é a questão do trabalho de mercado e do estudo, mas não significa que esse grupo não esteja fazendo nada”, disse Marina.

Entre as mulheres de 14 a 29 anos que não frequentam a escola nem concluíram o ensino médio, quase um quarto delas (23,8%) deixaram os estudos porque ficaram grávidas. Mais 23,8% deixaram os estudos porque precisavam trabalhar, e 11,5% porque precisavam realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas.