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Covid-19

Nenhum país entende mais sobre novo coronavírus que a China, diz secretário

Por Agência Estado

21 mar 2020 às 19:54 • Última atualização 22 mar 2020 às 09:20

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, afirmou neste sábado que o Brasil mantém contato direto com a China sobre o combate ao novo coronavírus, assim como com outros países. “Nenhum país entende mais sobre a zika que o Brasil. E nenhum país entende mais sobre o novo coronavírus que a China”, disse.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, reforçou a recomendação para que se evite a aglomeração de fiéis em templos e igrejas. “Se recomendamos cuidado sobre a quantidade de pessoas em um elevador, recomendamos que não haja nem missas e nem cultos. A igreja e o templo podem permanecer abertos, mas a recomendação é que não haja eventos”, respondeu.

Oliveira, explicou ainda as diferenças entre distanciamento social e quarentena. “O distanciamento é uma medida não farmacológica, é uma estratégia que não usa vacina e nem medicamento para controlar a doença. Já a quarentena é o ato administrativo previsto em lei para controlar o surto”, afirmou.

O secretário de Vigilância Sanitária destacou que empresas de vários setores, como moda e indústria, fizeram doações. Além disso, hotéis estão oferecendo espaços para acomodar pacientes. “Esse conjunto de ofertas está sendo consolidado e vamos dar transparência”, disse.

Subnotificação

O secretário explicou que a subnotificação de casos do novo coronavírus se deve ao fato de que os primeiro sintomas da doença são muito semelhantes ao de outras, como os causados pelo vírus da gripe (influenza). “Subnotificação é característica dessa doença para casos leves”, disse.

Segundo o secretário, a síndrome respiratória aguda grave possui sistema de notificação compulsória. Ela inclui sintomas como tosse, febre e baixa oxigenação, mas nem sempre os casos são imediatamente notificados como suspeita de coronavírus.

Questionado pelo caso do hospital Sancta Maggiore, da rede Prevent Senior, em São Paulo, que concentra os casos de morte por novo coronavírus, ele afirmou que todos os óbitos serão investigados. “Estamos investigando todos os casos de morte”, afirmou.

“Estamos no início do outono, com circulação maior de outros tipos de vírus. Em muitos casos, os primeiros sinais e sintomas estão muito parecidos”, afirmou. “O número de óbitos e casos ainda não representa a realidade da circulação do vírus, pois estamos no início da curva epidêmica.”

Ele reafirmou que o governo está estabelecendo um protocolo para o teste e o uso da cloroquina e a hidroxicloroquina no combate ao coronavírus.

“Não será para casos leves, mas sim em casos graves, pela equipe do hospital. Se mostrando eficaz no tratamento da Covid-19, faremos alteração em bulas. Mas o aumento da produção de cloroquina e hidroxicloroquina vem em boa hora. Mesmo que não sirva para a Covid-19, vamos continuar usando para o tratamento de outras doenças”, completou.

Conforme o secretário, a indústria mundial está sendo demandada a aumentar a quantidade de testes do novo coronavírus mas não tem conseguido suprir a demanda. “Ainda assim, conseguimos 5 milhões de novos testes rápidos que chegarão nos próximos dias. Mas não temos testes para todo mundos. Esses testes serão priorizados para unidades básicas de saúde”, afirmou.

Segundo ele, o custo é de R$ 75 por teste. “Procuramos os testes mais eficientes e com menor custo, mesmo com a escassez mundial. Temos parceiros com acesso a fornecedores internacionais, e esperamos conseguir os testes com recursos de doações. Se não for possível, usaremos recursos do orçamento”, completou.

Oliveira disse que o governo irá implementar “drive-thrus” de testagem, a exemplo do que foi feito pelo governo da Coreia do Sul. Ainda assim, pacientes assintomáticos não serão testados.