Modelo tem alta resolução e alertas diários, mas é caro


As imagens do Planet trazem vantagens para a produção de alertas de desmatamento porque são feitas com frequência diária e com apenas 3 metros de resolução, ante 10 a 30 metros dos satélites Sentinel e Landsat, os principais usados pelo Inpe. O satélite repete imagens várias vezes sobre um mesmo lugar, aumentando as chances de se registrar um determinado desmatamento sem a cobertura de nuvens, e pode vê-lo com muito mais detalhes.

Mas a desvantagem é que se trata de um serviço pago, e caro, diferentemente dos outros dois, gratuitos. E demanda uma alta capacidade de processamento. “Ele tem tanta resolução que acaba gerando muito dado. É preciso muito mais capacidade de processamento para poder avaliar tudo”, explica o engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, projeto de mapeamento do uso do solo do Brasil que envolve uma rede colaborativa de especialistas em sensoriamento remoto no País.

A iniciativa trabalha, entre outros, com os dados fornecidos pelo Inpe e utiliza imagens selecionadas do Planet para ver com mais detalhes áreas que foram alvo de alerta do instituto. “Se o governo tem recursos para comprar isso, deveria entregar essas imagens para o Inpe. Ninguém tem melhor capacidade para processar isso no Brasil”, diz.

Segundo secretário de Meio Ambiente do Pará, Mauro Almeida, se o governo estadual contratasse o sistema, pagaria R$ 3,5 milhões iniciais pelo serviço, mais R$ 4,5 milhões ao ano em imagens. “O que vem do Inpe foi considerado suficiente (pelo governo do Pará). Se tenho plataformas gratuitas, inclusive com o trabalho do MapBiomas, que contemplam o que preciso, não gastarei essa fortuna.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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