Líder de casos, Bauru chega a 19,4 mil registros de dengue e 21 mortes

Campinas assumiu o segundo lugar em número absoluto de casos de dengue no Estado, este ano, com 16.445 casos confirmados


Foto: Marcos Santos - Jornal da USP
Em 2015, quando o Estado enfrentou a mais forte incidência de dengue, Bauru teve 8.482 casos, com seis mortes

Ao menos 21 pessoas morreram este ano, vítimas da dengue, em Bauru, na região noroeste do Estado de São Paulo. A cidade ocupa a liderança nacional em número de casos, com 19.471 pessoas infectadas pela doença, conforme boletim divulgado nesta terça-feira, 28, pela Secretaria de Saúde do município. Embora a pasta afirme que o número de casos vem caindo, foram confirmadas 1.449 novas ocorrências. Segundo a secretaria, esses casos foram notificados de janeiro ao início de maio, mas só agora saíram os resultados dos exames.

A epidemia é a pior da história da cidade. Em 2015, quando o Estado enfrentou a mais forte incidência de dengue, Bauru teve 8.482 casos, com seis mortes. Em 2013, foram 7.434 casos e duas mortes e, em 2011, a cidade registrou 4.384 casos e seis mortes. Em outros anos, o número de casos foi significativamente menor. A dengue se manifesta na cidade de forma epidêmica na cidade desde 2007, quando houve 2.064 casos. A prefeitura informou que as ações de combate foram intensificadas e resultaram em redução de 66% no número de notificações, este mês, em comparação com abril.

Campinas, a mais populosa cidade do interior, assumiu o segundo lugar em número absoluto de casos de dengue no Estado, este ano, com 16.445 casos confirmados, conforme balanço divulgado na segunda-feira, 27. Três pessoas morreram com a doença na terceira maior epidemia registrada no município. A Secretaria de São José do Rio Preto, em terceiro lugar no ranking de casos em São Paulo, também atualizou os dados da dengue. Agora, são 15.790 casos confirmados, além de 5.715 em investigação. A cidade registra 10 mortes pela doença este ano, mas todas são anteriores ao mês de maio – este mês não houve registro de mortes.

Em Araraquara, já são 10.960 casos e cinco mortes confirmadas. Nesta terça-feira, 28, a prefeitura mobilizou máquinas e caminhões para retirar 18 toneladas de materiais inservíveis da residência de três irmãos idosos. Conforme a Vigilância Epidemiológica, a ação resultou de uma denúncia feita por vizinhos em redes sociais, já que parte do material acumulado estava exposta e poderia abrigar criadouros do mosquito transmissor. A epidemia é a pior já vivida pela cidade.

Pouco frio

Apesar do frio mais intenso inibir a ação do mosquito transmissor, a queda na temperatura nos últimos dias não foi suficiente para conter o avanço da dengue em regiões do Estado onde a incidência era considerada menor. No Vale do Paraíba, a prefeitura de Lorena decretou estado de epidemia nesta quarta-feira, 29. Conforme a Vigilância Epidemiológica, a medida foi tomada depois do registro de mais de 300 casos positivos de dengue. O município montou um hospital de campanha para atender os pacientes com sintomas. A prefeitura de Piquete, outra cidade da região, também decretou epidemia, após registrar 285 casos positivos e a morte de um idoso com suspeita de dengue.

Grávida

Em Presidente Prudente, no oeste paulista, foi confirmada a segunda morte pela dengue este ano. A vítima, uma mulher de 37 anos, morreu no dia 17 de maio e o resultado dos exames deu positivo para a doença. Ela havia contraído a dengue do sorotipo 1 em 2016 e, agora, foi contaminada pelo vírus do sorotipo 2, não resistindo à forma hemorrágica da doença. A mulher estava grávida de oito meses, mas o parto foi realizado a tempo e o bebê passa bem. A prefeitura já havia decretado emergência por causa da dengue.

Em todo o Estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Saúde do Estado, foram registrados 159 mil casos positivos de dengue até o dia 15 de maio. Houve ainda 83 mortes causadas pela doença.

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