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Covid-19

Infectologista explica diferença entre isolamento e quarentena

Especialista ressaltou a importância do distanciamento social para evitar disseminação do vírus e sobrecarga no sistema de saúde

Por Isabella Holouka

03 abr 2020 às 15:10 • Última atualização 27 abr 2020 às 10:44

O contexto atual da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) fez com que palavras como quarentena e isolamento social se tornassem populares, sendo utilizadas com frequência em jornais, por governantes e empresas. Entretanto, é comum ter dúvidas sobre o que elas realmente significam na prática.

O professor doutor na área de infectologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e coordenador do Laboratório Pesquisa em HIV/Aids, Hepatites Virais e Doenças Emergentes, Francisco Hideo Aoki, falou no Liberal No Ar sobre a diferença entre os termos. O programa foi transmitido na manhã desta sexta-feira (3) nas rádios do Grupo Liberal, FM Gold (94.7) e VOCÊ (AM 580).

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“Se propõe uma quarentena para que as pessoas possam ficar em casa. Quanto menor a incidência de aglomeração, obviamente é muito mais tranquilo para evitar a disseminação desse vírus que é transmitido por tosse, espirros, gotículas e contatos com locais infectados”, explica.

De acordo com ele, o isolamento social, por outro lado, é “necessário para aqueles indivíduos que tiveram contato com alguém com suspeita de estarem infectados ou que têm manifestações, com resfriado ou síndrome gripal”.

Já com relação aos conceitos de isolamento vertical e horizontal, ele explica as diferenças e afirma que “não há dúvida nenhuma de que o isolamento horizontal é o mais recomendado”.

Além disso, sobre o termo “grupos de risco”, ele opinou que não é adequado e não deve ser disseminado, já que “grupos de risco são todas as pessoas, todos aqueles que estão suscetíveis à infecção”.

O especialista ainda falou sobre a importância de se fazer um isolamento horizontal precocemente, evitando sobrecargas no sistema de saúde e comentou sobre o uso de máscaras.