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Covid-19

Fernando de Noronha zera casos de Covid-19 e estuda protocolo de flexibilização

Todos os 28 pacientes que foram infectados estão curados e as últimas quatro suspeitas foram descartadas

Por Agência Estado

09 Maio 2020 às 21:37 • Última atualização 09 Maio 2020 às 21:52

A Administração de Fernando de Noronha confirmou neste sábado, 9, que conseguiu zerar os casos de coronavírus na ilha. Todos os 28 pacientes que foram infectados estão curados e as últimas quatro suspeitas foram descartadas. O local conviveu com a doença por 44 dias.

O prazo de quarentena em Fernando de Noronha será encerrado neste domingo, 10.

Desde abril, os moradores da ilha vivem em regime de isolamento. Segundo a administração do local, eles estavam preenchendo formulários via internet para solicitar autorização para sair de casa.

“Temos que agradecer a população, que precisa ser parabenizada. Sofremos muito quando anunciamos a quarentena, dia 20 de abril, como uma medida rígida, porém necessária. Agora, enquanto o Brasil começa a entrar no lockdown, Noronha já está saindo. É o primeiro lugar a zerar o coronavírus e mostrar ao Brasil e ao mundo um exemplo prático de que o isolamento dá certo”, afirma Guilherme Rocha, administrador da ilha.

“Todas essas ações inconvenientes e chatas trazem hoje esse resultado. Tudo isso é reflexo do respeito que a população teve pelas medidas implementadas pelo governo. A gente é mais forte quando se une, quando estamos juntos e quando a gente se respeita. Isso fez Noronha vencer e passar por essa pandemia”, complementou Guilherme.

Agora, o governo estuda um protocolo de flexibilização para o retorno das atividades no local. A reabertura da ilha será inicialmente para os moradores.

“Ainda teremos regras e recomendações, porque zeramos os casos mas precisamos ter a certeza de que o vírus não circula mais na ilha. A abertura para a comunidade se dará em algumas etapas, com recomendações a serem seguidas. É preciso toda cautela do mundo. Todos os 28 pacientes que foram contaminados estão curados e os suspeitos, descartados, mas é necessário todo o cuidado para não termos uma nova onda e precisar começar tudo de novo. O continente ainda está em uma situação muito perigosa. Daí a nossa preocupação em trabalhar de forma controlada para ver como vai ser o retorno dos moradores que estão no Recife, pelo risco de contaminação que estão vivendo.”

Durante a quarentena, o arquipélago anunciou uma série de medidas de segurança para evitar a propagação do coronavírus.

O primeiro caso confirmado foi de um funcionário do aeroporto Wilson Campos, no dia 27 de março. O Governo do Estado já havia decretado o fechamento do local para visitantes. Com os bons resultados, a ilha serve de exemplo.

“A gente se sente feliz, porque vê o trabalho dando resultado, mas infelizmente não podemos comemorar enquanto acontecem tantas mortes diárias pelo país. Se a gente está sendo exemplo para o Brasil, que esse exemplo seja seguido. Vamos rezar para isso. No momento em que estamos vendo tanto sofrimento do povo brasileiro, não há motivo para comemoração. Vamos esperar, que a hora vai chegar”, conclui Guilherme.