19 de abril de 2021 Atualizado 22:39

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Cotidiano

Estratégias usadas no litoral, testes e barreira sanitária têm limitações

Por Agência Estado

29 mar 2021 às 07:51 • Última atualização 29 mar 2021 às 08:06

Preocupadas com a covid-19 no feriadão, cidades do litoral paulista têm exigido testagem para a entrada de turistas. Especialistas dizem, que embora ajude, a estratégia não é completamente eficaz para frear o vírus.

Desde sexta-feira, 26, para entrar em Ilhabela é preciso apresentar teste negativo de RT-PCR feito no máximo 48 horas antes do embarque na balsa de acesso. A regra não se aplica a moradores, trabalhadores de serviços essenciais e quem tomou duas doses da vacina. Válida até dia 4, a medida é acompanhada por outras restrições, como ocupação máxima de 50% para hotéis e pousadas.

Em São Sebastião, o PCR negativo não é obrigatório para quem chega, mas exigido de hóspedes no check-in. O exame também pode ser apresentado como alternativa à testagem rápida, feita na entrada da cidade em barreiras sanitárias. Se há resultado positivo, o visitante fica proibido de entrar.

A barreira em São Sebastião foi desfeita no sábado, 27, a pedido da polícia, após congestionamento no dia anterior, mas foi retomada neste domingo, 28. Para o prefeito Felipe Augusto (PSDB), isso inibe, principalmente, o turista de um dia. Recém-chegados são submetidos ainda a questionário epidemiológico e há medição de temperatura.

Especialistas fazem ressalvas e defendem o isolamento como melhor solução. Presidente do Instituto Questão de Ciência, Natalia Pasternak não indica testes rápidos em situações como a atual. Segundo ela, por ser baseado em anticorpos, o modelo tem grande chance de falsos positivos e negativos. Há vários riscos de falha, como em quem já teve a doença e se recuperou, episódios de reinfecção e mesmo nos dias imediatamente após a contaminação, quando o corpo ainda não respondeu à invasão do vírus.

Ela também reprova a aferição de temperatura. “Não serve para quase nada, no máximo vai dar sorte de alguém estar com febre e mandar de volta para casa. Muitas pessoas que não têm febre podem carregar o vírus; são os assintomáticos”, diz.

Vasco Ariston Azevedo, cientista da UFMG, concorda. Apesar de considerar o PCR uma opção mais eficiente do que o teste rápido, ele faz ponderações. “Se tem PCR positivo, quer dizer que a pessoa está contaminada com o vírus naquele momento e deve ficar isolada. Mas não é 100% eficaz, muitos estão contaminados mesmo tendo PCR negativo.” A falha pode ocorrer por causa do momento da coleta. “Se você se contaminar hoje, só em aproximadamente cinco dias terá carga viral detectável.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Publicidade