Estados pedem a Mandetta R$ 200 milhões imediatos para combate ao coronavírus


Os secretários estaduais de Saúde reforçaram pedido de ajuda do governo federal para combate ao novo coronavírus. A conta é que um total de R$ 1 bilhão seria preciso para custear a logística de triagem de pacientes e internações, sendo que os gestores pedem ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a liberação imediata de R$ 200 milhões.

“Não é possível aguardar mais”, disse o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrame, que fez o pedido por telefone, nesta terça-feira, 10, a Mandetta.

Segundo Beltrame, a ideia é preparar o sistema de saúde para agir “cautelarmente”. O Brasil ainda não possui transmissão comunitária da doença, quando o vírus circula e já não é possível ligar a transmissão de um caso a outro. “Os custos de operação do sistema já estão crescendo e o ministério assumiu o compromisso de auxiliar os Estados. É o que esperamos ver cumprido imediatamente”, afirmou Beltrame.

O presidente do Conass disse que todo o recurso será usado para custear o combate à doença. “Faremos encontro de contas e demonstraremos cada centavo gasto para que possamos receber novas parcelas, que por certo serão necessárias mais adiante.”

De acordo com fonte que acompanha as discussões, Mandetta prometeu que irá anunciar nesta semana uma forma de liberar os recursos aos Estados. Procurado, o Ministério da Saúde ainda não se manifestou.

O ministro da Saúde afirmou, no último dia 2, que ainda não havia necessidade de repasse extra aos Estados. “Só vamos fazer alocações de recursos quando houver uma situação real.” Na sexta-feira, 6, o Mandetta disse que a pasta deve precisar de apoio financeiro, mas que ainda não poderia especificar o montante. “Isso parte de cenários”, disse.

O Brasil tinha 30 casos da nova doença até a noite desta segunda-feira (9). O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro paciente nesta terça-feira, 10, que ainda não foi contabilizado pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde afirma que poderá alugar até mil kits de equipamentos para instalar leitos de UTI nos Estados. Os contratos serão feitos se houver demanda. Segundo o Conass, os Estados teriam de custear equipes médicas, exames laboratoriais e a logística de montagem dos leitos. “Os Estados não podem arcar sozinhos com a ampliação dos gastos. É chegada a hora da ação solidária entre os gestores”, afirmou Beltrame.

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