Escavação no Rio de Janeiro encontra alicerces de ponto de venda de escravos

Os achados foram na Avenida Marechal Floriano, no centro antigo da capital fluminense, no escopo das obras da linha 3 do VLT


Foto: Oscar Liberal - Iphan - Divulgação
O espaço deve ter funcionado entre as décadas de 1860 e 1870, segundo acreditam os especialistas

O sítio arqueológico descoberto durante as obras para a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no centro do Rio pode incluir uma loja do século 19 onde eram anunciados para venda negros escravizados. As escavações chegaram a alicerces de um estabelecimento que pode ter servido para a negociação de escravos, informou a concessionária que administra o VLT.

Foto: Oscar Liberal - Iphan - Divulgação
As escavações chegaram a alicerces de um estabelecimento que pode ter servido para a negociação de escravos

Os achados foram na Avenida Marechal Floriano, no centro antigo da capital fluminense, no escopo das obras da linha 3 do VLT, entre a Central do Brasil e o Aeroporto Santos Dumont.

A área era, no século 19, uma chácara. A suposição é que a loja fosse um armazém, posteriormente substituído por um ponto de comercialização de negros africanos escravizados e de seus filhos, transformados em mercadorias.

O espaço – “uma estrutura circular, construída com blocos de rochas, semelhante a um poço colonial”, conforme descrição dos responsáveis pelo VLT – deve ter funcionado entre as décadas de 1860 e 1870, segundo acreditam os especialistas. Eles se baseiam em anúncios do Jornal do Commercio da época, pesquisados nos arquivos existentes atualmente na Biblioteca Nacional, e em mapas da região.

Bola de ferro. Arqueólogos descobriram também uma bola de ferro que seria usada nas pernas para impedir a fuga de escravos. A coleta está sendo feita no local há um mês, mediante cruzamento com o traçado antigo das ruas da área. O trabalho é supervisionado por especialistas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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