Bolsonaro diz que vai pedir ajuda de Trump

Presidente enviou o chanceler Ernesto Araújo e um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro, para se reunir com Trump nesta sexta


Foto: Marcos Corrêa - PR
“O Brasil é amigo de todo mundo, e eu sou diplomata. Eu sou uma pessoa afeta ao diálogo”, disse Bolsonaro

Após rejeitar o envio de US$ 20 milhões anunciado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em nome do G-7, o presidente Jair Bolsonaro pediu ajuda ao colega norte-americano, Donald Trump. Ele enviou o chanceler Ernesto Araújo e um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para se reunir com Trump nesta sexta-feira. Segundo Bolsonaro, os dois devem “trazer novidades”.

“Talvez tenha uma novidade logo mais. O Ernesto e o Eduardo estão lá nos Estados Unidos. Talvez eles tenham algo para nos adiantar sobre a conversa com o Trump. Eu pedi para o Trump nos ajudar. O Trump tem dito também que não poderiam tomar uma decisão sem ouvir o Brasil. O Brasil é amigo de todo mundo, e eu sou diplomata. Eu sou uma pessoa afeta ao diálogo”, disse Bolsonaro nesta sexta -feira, após ser questionado sobre os recursos oferecidos pelo G-7.

Em queda de braço com o presidente francês, Bolsonaro também aguarda para esta sexta uma ligação da chanceler alemã, Angela Merkel. Questionado sobre os comentários que fez depois do país suspender recursos do Fundo Amazônia, quando disse que a Alemanha deveria pegar um recurso para reflorestar o próprio território, Bolsonaro falou que a mensagem valia para toda a Europa.

“Você quer complicar agora, né? Ela (Merkel) quer namorar comigo, você quer complicar. Não é só a Alemanha, é a Europa toda, junta, não tem lições para nos dar no tocante à preservação do meio ambiente”, respondeu Bolsonaro sobre a declaração.

Na manhã desta sexta, Bolsonaro também voltou a criticar o presidente francês, Emmanuel Macron, e afirmou que só aceitará conversar com ele se houver uma retratação sobre ter dito que a internacionalização da Amazônia está em aberto.

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