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Cotidiano

Em posse, novo presidente do TJ-MS defende ‘fim da palhaçada midiática fúnebre’

Por Agência Estado

25 jan 2021 às 15:51 • Última atualização 25 jan 2021 às 16:39

O desembargador Carlos Eduardo Contar tomou posse como presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) na última sexta, 22, e em seu discurso defendeu que servidores públicos retornem ao trabalho, ‘pondo fim à esquizofrenia e palhaçada midiática fúnebre’. O magistrado ainda defendeu ‘o desprezo ao picareta da ocasião que afirma ‘fiquem em casa” – em referência àqueles que defende o isolamento social em meio a pandemia do novo coronavírus.

“Voltemos nossas forças ao retorno ao trabalho, deixemos de viver conduzidos como rebanho para o matadouro daqueles que veneram a morte, que propagandeiam o quanto pior melhor, desprezemos pois o irresponsável, o covarde e picareta da ocasião que afirma “fiquem em casa”, “não procurem socorro médico com sintomas leves”, “não sobrecarreguem o sistema de saúde””, registrou o desembargador em seu discurso.

Em seguida o novo presidente do TJ-MS completou: “Mostremos nós trabalhadores do serviço público responsabilidade com os deveres e obrigações com aqueles que representamos, e por isto mesmo, retornemos com segurança, pondo fim à esquizofrenia e palhaçada midiática fúnebre, honrando nossos salários e nossas obrigações, assim como fazem os trabalhadores da iniciativa privada, que precisam laborar para sobreviver e não vivem às custas da viúva estatal com salários garantidos no fim de cada mês”.

O discurso de Contar se deu em solenidade realizada no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, ocalizado em Campo Grande, capital do Estado. Como mostrou o Estadão, a corte esperava que cerca de 300 pessoas comparecessem o local. O evento ainda foi transmitido ao vivo na página do tribunal no YouTube.

A indicações relacionadas à pandemia da covid-19 se deram no final do pronunciamento do desembargador, seu momento de ‘falar sem ser interrompido’. O magistrado disse que aquela era a hora de combater a ‘histeria coletiva’ e então reagiu ao ‘combate leviano e indiscriminado’ a medicamentos que, nas palavras de Contar, ‘se não curam, e isto jamais fora dito podem, simplesmente no campo da possibilidade, ajudar na prevenção ou diminuição do contágio, mesmo não sendo solução perfeita e acabada’.

A passagem faz referência ao tratamento precoce defendido pelo governo Bolsonaro, com a prescrição de medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento da infecção causada pelo novo coronavírus, entre eles a cloroquina e hidroxicloroquina. Como mostrou a repórter Paula Felix, o uso de remédios sem comprovação científica contra a covid-19 preocupa especialistas, que veem risco de reações adversas, resistência bacteriana (com o surgimento de doenças como “supergonorreia”) e efeitos desconhecidos em longo prazo.

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