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Plano Estadual de Imunização

Doria anuncia início da vacinação contra coronavírus em 25 de janeiro em SP

Primeira fase da campanha vai proteger pessoas acima de 60 anos e profissionais da saúde, indígenas e quilombolas

Por Marina Zanaki

07 dez 2020 às 13:15 • Última atualização 07 dez 2020 às 13:50

O governador João Doria (PSDB) anunciou que a campanha de vacinação contra o novo coronavírus (Covid-19) terá início no dia 25 de janeiro no Estado de São Paulo.

A primeira fase da campanha vai proteger pessoas com 60 anos ou mais, profissionais da saúde, indígenas e quilombolas.

Doria disse que a prioridade são os profissionais de saúde. “Reconhecendo o sacrifício daqueles que arriscam sua vida todos os dias para salvarem vidas”, disse Doria.

Ele argumentou ainda que o início da vacinação para as pessoas com mais de 60 anos se justifica pelo fato de que 77% das mortes pela doença ocorrem nessa faixa etária.

O Plano Estadual de Imunização foi apresentado na coletiva de imprensa desta segunda-feira. O cronograma para a primeira fase está previsto para ocorrer de 25 de janeiro a 28 de março, com uma escala por faixa etária e aplicação de duas doses em período de 21 dias.

Veja abaixo o cronograma:

  • Trabalhadores da Saúde, indígenas e quilombolas: 1ª dose em 25 de janeiro, 2ª dose em 15 de fevereiro.
  • 75 anos ou mais: primeira dose em 8 de fevereiro, 2ª dose em 1° de março.
  • 70 a 74 anos: 1ª dose em 15 de fevereiro, 2ª dose em 8 de março.
  • 65 a 69 anos: 1ª dose em 22 de fevereiro, 2ª dose em 15 de março.
  • 60 a 64 anos: 1ª dose em 1° de março, 2ª dose em 22 de março.

O governo estima 7,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos e 1,5 milhão de profissionais da saúde, indígenas e quilombolas.

Outras fases da vacinação devem ser anunciadas posteriormente pelo governo.

Postos de vacinação
Doria explicou que, além dos postos de saúde, também farão parte da campanha locais como farmácias credenciadas, quartéis da Polícia Militar, escolas aos finais de semana e terminais de ônibus. A sugestão é que os municípios também realizem vacinação em forma de drive-thru. O objetivo é ampliar dos atuais 5,2 mil postos de saúde para 10 mil no Estado de São Paulo.

Devem atuar na campanha 54 mil profissionais de saúde e 25 mil agentes de segurança, entre polícia militar, polícia civil e guardas municipais.

As vacinas serão oferecidas de forma gratuita e custeada pelo Tesouro do Governo do Estado de São Paulo. Os custos de logística da campanha estão previstos em R$ 100 milhões. Não será necessário apresentar comprovante de residência em SP.

Coronavac: vacina do laboratório Sinovac será produzida em parceria com o Instituto Butantã – Foto: Governo do Estado de São Paulo

Fim dos testes
A vacina Coronavac, parceria do laboratório Sinovac e do Instituto Butantã, encerrou a terceira fase de estudos. A data prevista para apresentação desses dados, que avaliaram a eficácia, é 15 de dezembro. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda deve aprovar o imunizante, o que deve ocorrer até 15 de janeiro, segundo o governo.

O governador havia anunciado em setembro o início da vacinação em 15 de dezembro.

“A alteração da data é porque a realidade impôs essa mudança. Estamos em um processo de produção da vacina, estamos no procedimento de terminar a fase de avaliação da eficácia e avaliação da fábrica da Sinovac na China. Esses três elementos vão compor o registro da vacina, e essa data de 25 de janeiro é compatível com esses três elementos. É uma data inicial, mas com grande probabilidade de acontecer exatamente como previsto”, explicou o Diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas.

Plano federal
O diretor do Instituto Butantã disse que esse plano será colocado em prática caso a Coronavac não seja incorporada ao Programa Nacional de Imunização. A informação do Estado é que há tratativas com o governo federal, mas ainda não houve nenhuma sinalização formal da União.

O Programa Nacional prevê o início da vacinação em março de 2021. A primeira fase terá como prioridade trabalhadores de saúde, pessoas de 75 anos ou mais e idosos em instituições de longa permanência e povos indígenas.

Doria disse que o início da vacinação em março pode ter problemas logísticos ao coincidir com a vacinação com a campanha contra a gripe.

“Não estamos virando as costas para o plano nacional de imunização, mas precisamos ser mais ágeis e estamos nos antecipando. Porque começar em março se podemos fazer em janeiro?”, disse.

O governador anunciou que vai disponibilizar quatro milhões de doses da Coronavac para outros Estados para vacinação de profissionais de saúde. Ele indicou que o prefeito eleito do Rio de Janeiro (RJ), Eduardo Paes (DEM), e o prefeito de Curitiba (PR), Rafael Greca (DEM), já demonstraram interesse. Essa última cidade está à beira do colapso de seu sistema de saúde em função do avanço da pandemia nas últimas semanas.

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