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Cotidiano

DF tem ocupação máxima de UTIs; 90% são não vacinados ou com esquema incompleto

Por Agência Estado

25 de janeiro de 2022, às 16h27 • Última atualização em 25 de janeiro de 2022, às 17h41

Com a transmissão acelerada da variante Ômicron no País, a taxa de ocupação de leitos de UTI para tratamento de covid-19 chegou a 100% na manhã desta terça-feira, 25, no Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Saúde local, 90% dos internados são pessoas que não se vacinaram ou que estão com o ciclo vacinal incompleto.

De acordo com a última atualização do painel de informações sobre a doença no Distrito Federal, o InfoSaúde, às 9h40 não havia leitos disponíveis para adultos na rede pública. Nesta segunda, 24, a taxa de ocupação durante todo o dia permaneceu acima dos 90%.

No momento, o DF tem 83 leitos de UTI para o tratamento de pacientes com covid, mas 25 estão bloqueados por falta de equipe médica disponível para atendimento. As duas unidades que estavam vagas foram ocupadas. Ao todo, 10 pacientes aguardam na lista de espera para tratamento. Na rede privada, dos 123 leitos exclusivos para pacientes com covid, 72 estavam ocupados na manhã desta terça-feira, taxa de 60%.

A capital federal registrou 6.976 casos ativos da covid-19, nas últimas 24 horas. A taxa de transmissão do vírus ontem chegou a 2,21, o que representa queda em comparação com semanas anteriores. Na última sexta-feira, 21, por exemplo, o índice atingiu 2,61.

Procurada, a Secretária de Saúde afirmou que para atender a alta demanda por leitos, a internação clínica e o pronto-socorro da clínica médica do Hospital Regional de Samambaia (HRSam) voltaram a ser exclusivos para atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus.

A unidade, de acordo com a secretaria, oferece 27 leitos de UTI covid e outros 47 de enfermaria covid. Com a mudança no perfil de atendimento, o HRSam vai ganhar, ainda, mais 25 leitos de enfermaria clínica, voltados a pacientes com covid.

Expansão

O governo do DF montou um plano de ação para ampliar a rede de leitos, que prevê a expansão dos 83 leitos atuais na rede pública para até 217, conforme a necessidade de atendimento.

O plano foi dividido em sete etapas. No sábado, foram abertos oito leitos no Hospital Regional de Sobradinho para atender pacientes mais graves. Além dos 217 leitos de UTI na rede pública, podem ser contratados 133 junto à rede privada. O plano de expansão envolve mais 20 leitos do Hospital Regional do Gama, 20 leitos do Hospital Regional da Asa Norte e até 40 leitos do Hospital Regional de Santa Maria. Se necessário, a fase sete deverá ser acionada, com o uso de 60 leitos do Hospital da Polícia Militar.

Na rede privada, a Secretaria de Saúde contratou 40 vagas de UTI no Hospital Daher, 19 no Hospital Domed, nove do Hospital Santa Marta, 25 do Hospital Home, 20 do Hospital São Mateus e 10 do Hospital São Francisco.

“Nós estamos abrindo novos leitos, vamos dar conta de segurar toda a saúde do governo federal”, disse nesta terça-feira, 25, o governador Ibaneis Rocha. “Estamos ingressando, todos os dias, com algo em torno de dez leitos, o que vem dando pra gente o suporte necessário para atender a população.”

Ibaneis disse que não há previsão de impor nenhuma nova medida de restrição de circulação ou funcionamento de comércio no DF. No fim de semana, o uso de máscaras voltou a ser medida obrigatória na capital federal, mesmo em locais públicos.

“As coisas estão caminhando bem, nós vamos sair dessa situação”, disse Ibaneis. “Hoje mesmo nós já tivemos uma diminuição nos índices de transmissão e a gente espera que voltem a cair a partir da próxima semana”, comentou o governador, sem dar mais detalhes.

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