Defesa Civil emite alerta para forte onda de calor que chega a São Paulo

As pessoas devem ficar em locais protegidos do sol e evitar sair ao ar livre sem proteção solar


A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil emitiu nesta terça-feira alerta para a forte onda de calor que atingirá o Estado de São Paulo nos próximos dois dias. Na quarta e quinta-feira, as temperaturas máximas devem oscilar entre 35ºC e 38ºC, em pleno inverno, nas regiões de Ribeirão Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília e Barretos, entre o oeste e o norte do Estado.

As prefeituras foram alertadas para recomendar a suspensão de exercícios ao ar livre nos momentos mais quentes, entre 11h e 17 horas. As pessoas devem ficar em locais protegidos do sol e evitar sair ao ar livre sem proteção solar. Há recomendação para suspender as aulas se houver risco para os alunos.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
O calor excessivo representa risco de hipertermia que, em alguns casos, pode levar à morte

Em outras regiões do Estado, incluindo as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Sorocaba e Baixada Santista, o calor pode chegar a 35 graus nesta quarta-feira. A onda de calor permanece sobre o Estado pelo menos até o dia seguinte.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até lá, a temperatura deve ficar cinco graus acima da média. O calor excessivo representa risco de hipertermia que, em alguns casos, pode levar à morte.

Nesta terça-feira, a cidade de Ilha Solteira, no extremo oeste, já registrou temperatura de 40,6ºC, a mais alta do ano, segundo a estação climatológica da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O recorde foi atingido às 14h15, em medição feita na sombra. A maior temperatura, até então, tinha sido registrada no dia 22 de agosto, no verão, quando o calor chegou a 39,8ºC.

Nas regiões norte, oeste e noroeste, a umidade relativa do ar deve ficar entre 12% e 20%, o que significa estado de alerta. Nesta terça, a umidade do ar caiu a 15% em Jales e Votuporanga.

Devido à baixa umidade do ar, também é recomendado o uso de soro fisiológico nos olhos e narinas e a umidificação dos ambientes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece como adequados à saúde humana índices iguais ou superiores a 60%.

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