21 de setembro de 2021 Atualizado 11:29

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

CORONAVÍRUS

ButanVac terá 40 milhões de doses e resultados em quatro meses, diz Doria

Vacina será produzida pelo Instituto Butantan sem depender de insumos importados; testes estão na primeira fase

Por Pedro Heiderich

16 jun 2021 às 14:26

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o governador João Doria, durante anúncio da produção da Butanvac, em abril – Foto: Governo SP

A ButanVac, possível vacina brasileira do Instituto Butantan, terá 40 milhões de doses contra o coronavírus (Covid-19) e o resultado de estudos deve ser finalizado em outubro.

A informação é do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e de Dimas Covas, presidente do Butantan, reveladas em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (16).

A Butantan lançou orientação para voluntários acima de 18 anos que desejam participar do teste da vacina do ButanVac, que será produzida pelo instituto sem depender de insumos importados.

A fase um do estudo, com 418 voluntários selecionados, acontecerá no Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto.

A segunda e terceira fase do estudo devem ocorrer na USP na Capital e contar com mais de 5 mil voluntários, que podem se inscrever e se orientar no site da Butantan. A previsão é de que o resultado do estudo saia em 17 semanas, pouco mais de quatro meses.

“Já temos hoje 8 milhões de doses da ButanVac produzidas e estocadas no Butantan, e até o final de outubro teremos 40 milhões de doses prontas para uso”, revelou Doria.

A vacina da ButanVac, encerrados os estudos, precisa de pedido de uso emergencial e autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser utilizada.

Receba as notícias do LIBERAL no WhatsApp



“Será uma vacina versão 2.0, com evolução não só na resposta imune, mas na plataforma produtiva, que será a mesma da vacina da gripe. Ela pode estar disponível em grande volume para o mundo todo e o custo é bem menor”, explica Dimas Covas, diretor do instituto Butantan.

Na primeira etapa do estudo, em Ribeirão Preto, serão avaliadas a segurança e a seleção de dose. Nas etapas dois e três, com mais de 5 mil voluntários, será feita a avaliação da resposta imune.

“Faremos um estudo de comparação da resposta da ButanVac com outras vacinas e com a CoronaVac, para chegar ao resultado de eficiência”, diz Dimas.

Segundo o diretor do Butantan, serão feitos testes com pessoas vacinadas, pessoas expostas ao vírus e pessoas que não foram expostas ao vírus. “O estudo também leva as variantes em consideração. Vamos tentar pelo menos três vacinas com composições diferentes em termos de variantes”.

O LIBERAL no seu e-mail: se inscreva na nossa newsletter

Vacina produzida pelo Butantan não irá depender de importação de insumos – Foto: Governo do Estado de São Paulo

Vacinação
O Estado de São Paulo ultrapassou na manhã desta quarta-feira (16) o número de 20 milhões de doses aplicadas contra o coronavírus.

São 20.117.168 doses aplicadas, sendo 14.134.178 da primeira dose e 5.982.990 pessoas que receberam a segunda dose. Já foram completamente imunizados 12,93% da população paulista.

O secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, ressaltou que a imunização tem diminuído as internações dos grupos vacinados, principalmente em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Jean revelou que até o fim de junho, o Governo deverá receber quantitativo de kit intubação que garantirá o fornecimento para quase 10 mil leitos por 60 dias. Novos medicamentos para o kit chegarão em julho. “O estado não deixou de dar assistência a nenhum município”, afirmou.

Publicidade