Campeão olímpico aprimora nova carreira

Anderson Rodrigues, da seleção vencedora de Atenas-2004, comandou a equipe feminina de Santa Bárbara


Pouca gente soube, mas os Jogos Regionais de Santa Bárbara d’Oeste tiveram a presença de um campeão olímpico. Oposto da seleção brasileira de vôlei que conquistou o ouro em Atenas em 2004, Anderson Rodrigues encara um novo momento na carreira: quer ser treinador. Convidado para comandar o time feminino barbarense, o ex-jogador encarou o desafio e levou sua equipe à conquista da medalha de bronze, após vitória sobre Jaú, por 3 sets a 0, ontem, garantindo vaga para os Jogos Abertos de Ribeirão Preto, em outubro. Na última sexta-feira, a reportagem visitou Anderson no hotel onde esteve hospedado durante os Jogos Regionais, na região central de Santa Bárbara, e abordou a experiência dele como treinador e a expectativa para o vôlei masculino e feminino do Brasil na Olimpíada do Rio, em 2016. Confira:
O LIBERAL – Como surgiu o convite para treinar a equipe feminina de Santa Bárbara d’Oeste nos Jogos Regionais? Que balanço você faz da experiência como treinador?
ANDERSON RODRIGUES – Desde que eu parei de jogar, em 2012, comecei a viver este outro lado, sendo técnico nas categorias de base. Tem sido muito válido. A parceria com Santa Bárbara surgiu depois que conversei com um amigo dizendo que precisaria arrumar uma cidade para rodar minha equipe Sub-21 (do Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte) para que elas pudessem ganhar ritmo de jogo, e aí veio o convite. Tenho só que agradecer a Santa Bárbara, pois nos receberam da melhor maneira possível e nos apoiaram durante toda a competição.

O LIBERAL – Neste ano você foi auxiliar do treinador Bernardinho na seleção brasileira durante a Liga Mundial e a preparação para os Jogos Pan-Americanos. Depois de mais de dez anos sendo comandado por ele, com toda sua fama de “durão”, como está sendo integrar essa comissão técnica?
ANDERSON – Seja sentando no banco ou atuando como assistente, fiz parte de dez jogos na Liga Mundial. Dia 10 de agosto me apresento de novo para uma série de amistosos pela seleção. Por ter vivido tanto tempo com o Bernardinho, já o conhecia bem fora das quadras. Ele tem essa fama de durão, de brigão, de enérgico, mas isso faz parte da personalidade dele. Ele é um cara altamente competitivo e aprendi isso com ele. Fora da quadra, o Bernardinho conversa normal, fala de outros assuntos. Trabalhando com ele, pude pegar detalhes que como jogador não vivenciei. Está sendo um aprendizado muito rico.

O LIBERAL – No ano que vem o Brasil será país-sede das Olimpíadas e uma das modalidades com maior procura por ingressos é o vôlei. Qual a sua expectativa? A pressão pelo ouro aumenta por ser em casa desta vez?
ANDERSON – Todo mundo conta como certo quatro medalhas nas Olimpíadas: no masculino e feminino do vôlei de praia e no masculino e feminino do vôlei de quadra. Jogar em casa nunca é mais fácil. Diante da torcida há uma obrigação maior e isso vai tornar tudo muito mais difícil. Para corresponder às expectativas, estamos nos preparando muito bem. Temos um centro de treinamento e desenvolvimento que é um dos melhores do mundo. É nessa vontade de representar o Brasil bem em 2016 que estamos respirando vôlei 24 horas.

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