Mudança estratégica

Honda renova visual da PCX e diminui motor para favorecer exportações e se adequar às regras de emissões de poluentes


A Honda sabe que o momento é de cautela no segmento de duas rodas. Mas aproveita a retração de 10,6% nos emplacamentos de motos no Brasil registrada nos primeiros oito meses de 2015 para movimentar uma categoria que vem crescendo no país: a de scooters. Para isso, a Honda promoveu mudanças estéticas e técnicas em sua PCX na linha 2016, que incluem a sofisticação do visual, com todas as luzes em leds, e também uma leve e estratégica redução da cilindrada, que passa das 153 cc para 149 cc.

Foto: Divulgação
O resultado final da mudança, de acordo com a Honda, melhora consideravelmente o consumo de combustível
A Honda teria mesmo de alterar o propulsor por conta da adequação aos padrões técnicos de resistência e de emissão de poluentes exigidos pela segunda fase do Promot 4, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares, que passa a vigorar a partir de janeiro de 2016. E também para facilitar a vida do modelo, que é global. Em alguns mercados, a habilitação para motocicletas é dividida em categorias distintas e 150 cc é um dos pontos de divisão. Com isso, as 153 cc faziam com que só os aptos a pilotarem modelos de média cilindrada pudessem se tornar clientes – por míseros 4 cm³.

O resultado final dessa mudança, de acordo com a Honda, melhora consideravelmente o consumo de combustível. Mas a ficha técnica mostra que o desempenho da scooter diminuiu um pouco. Os 13,6 cv a 8.500 rpm e 1,41 kgfm a 5.250 giros foram reduzidos para 13,1 cv nos mesmos 8.500 rotações e 1,36 kgf.m a 5 mil giros. O motor monocilíndrico OHC, 4 tempos, com injeção eletrônica e arrefecido a líquido, trabalha em conjunto com a transmissão continuamente variável CVT e tem partida elétrica. A PCX dispõe também de sistema de freios combinados ou CBS, que desvia 70% da força aplicada ao freio traseiro para o dianteiro. Na frente, o disco possui diâmetro de 220 mm e cáliper de duplo pistão. Na traseira, apresenta freio a tambor de 130 mm.

De acordo com a marca japonesa, o sistema de suspensão foi melhorado. Na frente, o garfo telescópio com 100 mm de curso foi reforçado. Atrás, o sistema bichoque, com 85 mm de curso, teve os amortecedores redimensionados, para melhorar a resistência a impactos e suavizar os desníveis do solo. A capacidade do tanque de combustível aumentou para 8 litros – era de 5,9 litros. A economia é favorecida pelo sistema Idling Stop, uma espécie de start/stop. Ele desliga o motor em paradas rápidas – como as de sinais de trânsito – e o religa assim que o acelerador é acionado.

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No visual, a PCX 2016 chega com novos conjuntos de carenagens, de linhas retas e mais modernas.
No visual, a PCX 2016 chega com novos conjuntos de carenagens, de linhas retas e mais modernas. O conjunto óptico cresceu e agora traz lâmpadas em leds para o farol, lanterna e indicadores de direção, mesma tecnologia utilizada nas luzes de freio e da placa traseira. O painel de instrumentos também foi redesenhado e conta com um relógio digital e informações como velocímetro, hodômetro total, medidor de combustível, luzes-espia da injeção eletrônica e sistema de parada automática. O ponteiro do velocímetro é do tipo flutuante, que acompanha a borda do marcador.

O assento ganhou novo formato e textura e ficou com 76,1 cm de altura em relação ao solo. O porta-objetos à frente do piloto estámaior e agora dispõe de uma tomada de 12 volts. O compartimento sob o banco é acessado por meio de um botão e traz uma nova trava que permite manter o assento em posição aberta. Outro chamariz que a Honda pretende usar na campanha da nova PCX é a mudança nos termos da garantia do modelo. Agora, é de três anos, com até sete trocas de óleo grátis.

A posição da Honda PCX no mercado de scooters do Brasil é privilegiada. A marca detém 86% de participação na categoria, sendo que 69% deles vem só da venda da PCX – os 17% que sobram ficam com a Lead 110. Na linha 2016, os preços começam em R$ 10.299 para a versão Standard e R$ 10.699 na DLX, que chega na cor branco fosco e com as rodas douradas. Ou seja, cerca de R$ 1 mil a mais que na linha 2015 . E mais cara que sua principal concorrente, a Dafra Cityclass 200i, que sai a R$ 9.990 com motor de 199 cm³, mas dados de desempenho bem semelhantes à PCX – são 13,9 cv a 7.500 rpm e 1,41 kgfm a 6 mil rpm. Por Márcio Maio / Auto Press

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A posição da Honda PCX no mercado de scooters do Brasil é privilegiada
Ficha técnica: Honda PCX 2016
Motor: A gasolina, quatro tempos, 149,3 cm³, monocilíndrico, duas válvulas, comando simples no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial. Sistema start/stop.
Câmbio: Automático do tipo CVT – transmissão continuamente variável – através de correia.
Potência máxima: 13,1 cv a 8.500 rpm.
Torque máximo: 1,36 kgfm a 5 mil rpm.
Diâmetro e curso: 58,0 mm X 57,9 mm.Taxa de compressão: 10,6:1.
Suspensão: Dianteira com garfo telescópico com 100 mm de curso. Traseira dupla amortecida com 85 mm de curso.
Pneus: 90/90 R14 na frente e 100/90 R14 atrás.
Freios: CBS com disco de 220 mm na dianteira e com tambor de 130 mm na traseira.
Dimensões: 1,93 metro de comprimento total, 0,74 m de largura, 1,32 m de distância entre-eixos, 76 cm de altura do assento e 14 cm de altura para o solo.
Peso: 125 kg.
Tanque do combustível: 8 litros.
Produção: Manaus, Amazonas.
Preço: A partir de R$ 10.299.

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