Justiça condena três por roubar Correios em Santa Bárbara

A Justiça de Santa Bárbara d’Oeste condenou a penas que variam entre 13 anos e 1 […]


A Justiça de Santa Bárbara d’Oeste condenou a penas que variam entre 13 anos e 1 mês e 15 anos e quatro meses de prisão três dos quatro homens que tentaram assaltar a agência dos Correios da Rua Dona Margarida, no Centro da cidade, em novembro do ano passado. Durante a ação, José Vanderlan da Silva, Alan Maruyama e Peternson Leonardo Rodrigues – além de um indivíduo não identificado – fizeram funcionários e clientes como reféns e até escudo humano.

Armados, eles invadiram a agência por volta das 9 horas e, ao serem informados de que havia R$ 180 mil no cofre, decidiram esperar pelo horário de abertura do equipamento, cerca de 50 minutos depois. Antes disso, no entanto, a Polícia Militar chegou e cercou o prédio.

Foto: Arquivo / O Liberal
Polícia Militar chegou e cercou o prédio da agência

Durante as negociações com a PM, um dos assaltantes chegou a sugerir às vítimas que pegasse parte do dinheiro caído no chão, já que “era do Estado”. Em depoimentos prestados à Polícia Civil e durante o processo, os três afirmaram ter escolhido a cidade “de forma aleatória” para praticar o crime.

Na sentença, a juíza Camilla Marcela Ferrari Arcaro considerou que o grupo tem maus antecedentes e personalidade delitiva. Ela apontou ainda “circunstâncias graves” do crime para aumentar a pena dos acusados. José Vanderlan e Alan receberam penas de 13 anos e um mês de prisão. Já Peternson, que usou uma arma roubada da polícia no assalto, foi condenado também por receptação e terá de cumprir 15 anos e quatro meses em regime inicialmente fechado.

O advogado Danilo Pereira Bom, responsável pela defesa de Vanderlan, disse que vai recorrer da decisão. “Entendo que houve um equívoco na somatória das penas, que a eleva em dois anos. Para quem está encarcerado, isso é muita coisa”, disse.

Nivaldo Barbosa, defensor de Peterson, afirmou que vai aguardar a manifestação do cliente. “Ele será notificado sobre a sentença e dirá se quer recorrer. Via de regra eu recorro”, ressaltou. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Alan Maruyama.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora