'Fantástico' questiona Diego na diplomação

O que era para ser um dia de comemoração se transformou ontem em pesadelo para o […]


O que era para ser um dia de comemoração se transformou ontem em pesadelo para o prefeito de Americana, Diego De Nadai (PSDB). No dia da diplomação como prefeito reeleito para mais quatro anos, vazaram na imprensa nacional as suspeitas de envolvimento dele no esquema de corrupção com o Grupo SAS. Na edição de ontem,

O LIBERAL revelou as primeiras informações divulgadas oficialmente pelo Gaeco sobre o encaminhamento do caso para a PGJ (Procuradoria Geral de Justiça), que investiga crimes praticados por prefeitos.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Diego De Nadai é questionado pelo repórter Maurício Ferraz, do Fantástico, sobre o recebimento de propina e disse que tudo ‘é uma inverdade’
Ontem, a imprensa teve acesso ao relatório preliminar com o conteúdo das escutas telefônicas, que confirmaram o envolvimento do prefeito nas negociações de propina. O vazamento das informações atraiu a equipe do programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, até Americana. Diego foi abordado pelo repórter do programa, Maurício Ferraz, após a cerimônia de diplomação, no Fórum.

Durante a entrevista, o prefeito garantiu que não há irregularidades em Americana. “Aqui estamos à disposição do MP (Ministério Público) e das pessoas para falar tudo o que tiver que apresentar. Temos todos os nossos contratos. O serviço é realmente prestado, são quase 700 atendimentos por dia, enfim estamos aqui com a maior transparência possível e colocando qualquer contrato à disposição da Justiça e da população”, afirmou.

Questionado diretamente se havia recebido propina no valor de R$ 100 mil, o prefeito negou. “Isso é inverdade. É uma mentira, é um absurdo, não existe, não existiu e nunca vai existir”, garantiu. “Não tem nada de errado aqui, pode ter certeza disso. Aqui ninguém nunca recebeu nada e ninguém nunca teve acesso a nada errado”.

No primeiro momento, o prefeito não respondeu se havia se encontrado com Fábio Berti Carone, chefe da quadrilha. Ao ser questionado novamente, ele admitiu que as reuniões aconteceram. “Encontros tivemos mais do que um, mas nunca para tratar nada a negociata”, afirmou. Ele justificou que os encontros foram realizados para tratar do atraso nos pagamentos ao Instituto SAS.

“Hoje a Prefeitura não está pagando o instituto, essa é que é a verdade”, disse Diego. “As reuniões aconteceram para fazer com que a pessoa entendesse que poderia receber pelo serviço, mas que não ia ser na hora. Eu queria evitar que qualquer tipo de paralisação do serviço acontecesse”.

ENCONTROS. Ele admitiu que os encontros aconteceram em São Paulo e, segundo ele, até mesmo na Prefeitura. O prefeito disse que quer ter acesso ao relatório do Ministério Público para se pronunciar. Ele argumentou ainda que uma sindicância interna foi instaurada para apurar os fatos.

A reportagem do LIBERAL e da rádio VOCÊ (AM-580) acompanhou a apuração da equipe da TV Globo, em Americana. A expectativa dos profissionais é que a reportagem seja exibida amanhã, no programa Fantástico. O repórter Maurício Ferraz e sua equipe visitaram o PAI (Programa de Atendimento Imediato) do Parque Gramado e também a Secretaria de Saúde, para entrevistar o secretário Fabrizio Bordon.

Fabrizio Bordon foi quem intermediou encontro com SAS

O secretário da Saúde, Fabrizio Bordon, também admitiu ter se reunido com o chefe da quadrilha, Fábio Berti Carone, para discussões sobre o contrato com o Instituto SAS. No entanto, ele garantiu que as reuniões aconteceram em Americana ou na sede do órgão em São Paulo, nunca em shopping.

Segundo o secretário, as reuniões aconteceram para tratar de detalhes sobre o serviço que passou a ser prestado pelo SAS após a inadimplência da Prefeitura com a organização anterior responsável pelo serviço. Ele disse ainda que, entre maio e junho deste ano, o prefeito Diego De Nadai (PSDB) solicitou que ele intermediasse um encontro entre ele e o chefe do esquema.

“Ele ficou preocupado com a continuidade do contrato e me pediu para que intermediasse uma reunião com o Fábio. Não sei do teor (da reunião), só sei que ele me pediu essa intermediação para que o serviço tivesse continuidade”, afirmou. Ele disse que também se reuniu com representantes do Instituto SAS, mas nunca sozinho, sempre acompanhado de um núcleo técnico da secretaria.

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