Em manifestação, multidão vai às ruas em Americana

[\vid]Uma manifestação pacífica nunca vista antes na história de Americana marcou o ingresso da cidade na […]


[\vid]Uma manifestação pacífica nunca vista antes na história de Americana marcou o ingresso da cidade na febre de protestos que tomou conta do País desde o início do mês.

Uma multidão estimada entre 15 mil e 30 mil pessoas percorreu as ruas centrais da cidade, motivada por questões diversas, mas principalmente contra a corrupção no país.[\img]Eram estudantes, famílias, idosos, pessoas com deficiência e crianças, que encontraram uma maneira de esboçar a indignação contra a falta de representação dos políticos.

A manifestação, organizada principalmente pelas redes sociais, teve início por volta das 18 horas, na Praça Comendador Müller, que ficou tomada pela multidão. Os manifestantes seguiram pela Rua Washington Luiz, passaram pela Avenida Dr. Antonio Lobo, onde lotaram o terminal.

O povo seguiu pelas ruas Carioba, 12 de Novembro, Sete de Setembro e Padre Epifânio Estevan até chegar na Avenida Brasil e Prefeitura.

A passeata ainda subiu pela Rua Luiz Delben e Avenida Cillos, descendo depois pelas ruas das Paineiras e Bolívia até a Fortunato Faraone, no acesso à Câmara. O trajeto foi encurtado em relação ao que havia sido definido inicialmente.

Para dar uma noção do público presente, a Rua Fortunato Faraone estava tomada enquanto, do alto da Rua Bolívia, ainda era possível ver a multidão além do cruzamento com a Avenida Brasil.”Eu estou emocionado. Estava com saudades de ver o povo na rua. Nunca vi um movimento lindo igual a esse”, disse o aposentado Dirceu Faganello, de 63 anos. Ao longo da caminhada, as pessoas aderiram ao movimento, atendendo aos brados de “Vem pra rua!”.

Nos prédios, moradores acenavam com panos brancos, bandeiras do Brasil e luzes. Mesmo os motoristas que ficaram parados em várias ruas esperando a multidão passar demonstravam simpatia pelo movimento com buzinaços.

[\img-1]Revolta

As reivindicações eram diversas, mas as questões municipais foram as mais lembradas. Por isso, muitos xingamentos e gritos de ordem foram direcionados ao prefeito Diego De Nadai (PSDB).

As reclamações eram sobre os buracos nas ruas, o atraso nas reformas do Hospital Municipal e do Teatro Municipal, entre outros. “Não vejo melhorias na cidade.

Meu bairro não tem posto de saúde, não tem vagas nas creches”, reclamou o aposentado Fernando César Goulart, de 57 anos.

A manifestação foi pacífica, mas houve pontos de conflito resolvidos pelos próprios manifestantes. Um deles foi em frente à Câmara, já no final do protesto. Algumas pessoas pularam o portão do prédio público e tentaram forçar a porta de entrada.

Dentro do prédio, guardas municipais faziam a segurança. Alguns manifestantes ainda balançaram o mastro da bandeira do Brasil. Cartazes e faixas foram afixados na porta da Câmara, mas os manifestantes desistiram de entrar, já que os organizadores trabalharam para dispersar o grupo para o fim do protesto, por volta das 21h30.

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