Quarteto punk barbarense lança clipe

Em meados dos anos 1990, Alisson, Borba e Edinho pagavam R$ 3 para ver shows de […]


Em meados dos anos 1990, Alisson, Borba e Edinho pagavam R$ 3 para ver shows de bandas como Planet Hemp, Bling Pigs, Garage Fuzz, Muzzarelas e No Class no saudoso bar Hitchcock, em Santa Bárbara d’Oeste. Depois, ainda tinham de passar a madrugada pelas ruas esperando pelo primeiro ônibus para voltar para a casa.

Em 1999, decidiram formar uma banda de punk rock. Surgia ali a Ponto 50, que se mantém na ativa hoje, provando que o punk não está morto. Neste sábado, a Ponto 50 lança seu novo clipe, “A História de Nossas Vidas”, durante um show no bar Fábrica Mutante, em Americana, a partir das 14h.

Foto: Divulgação
Banda surgiu no final dos anos 1990 influenciada pela cena brasileira do período

A banda era formada inicialmente por Alisson (vocal), Borba (guitarra), Edinho (bateria) e Tiago (baixo). Em 2002, foi agregada a segunda guitarra de Red. O grupo chegou a dividir o palco com Tolerância Zero, Negative Control e Prole. Em 2002 lançaram um CD demo, com uma gravação de qualidade limitada. Em 2004, conta Borba, a cena “deu uma esfriada e a banda se dissolveu naturalmente”.

O hiato foi longo, mas em 2016 Sérgio Hiro incentivou o retorno da Ponto 50 e assumiu a guitarra. A ele se juntaram Borba, Alisson, Edinho e Marcelo (baixo).

“Por fim, o Hiro ficou pouco tempo e saiu aí demos continuidade gravamos nosso CD (‘2016’), em julho de 2017, no Lab Sound, em Piracicaba, com o Máx Matta”, conta Borba. O álbum tem 11 faixas e vai ser disponibilizado em breve nas plataformas digitais. Na mudança mais recente, no início de 2017, Sid assumiu o baixo no lugar de Marcelo.

Recentemente, uma música do grupo (“Tio Jair e as Ovelhas Assassinas”) também entrou na coletânea BR Caos, que reúne 12 bandas do Brasil e foi organizada por Nenê Altro, do Dance of Days.

Nas letras da Ponto 50, que está em uma fase de transição do punk HC para o street punk/Oi, temas como desigualdade racial e críticas à violência e racismo. “A maior bandeira que buscamos levantar nos dias de hoje é a do anti-fascismo, pois vivemos uma intolerância”, aponta Borba.

CENA ATUAL

Apesar de ver abertura para o punk em alguns bares locais, como o próprio Fábrica Mutante, Alisson aponta que a cena está mais restrita. “Naquela época [anos 1990] a galera ia e dava valor. Hoje pagam R$ 25 para ver banda cover, mas não pagam R$ 5 para ver uma banda autoral”, compara.

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