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história

Conhecer para preservar: SB capacita sobre patrimônios históricos

No ano de seu bicentenário, Santa Bárbara ganha em sua rede ensino um suporte para que gerações mais jovens aprendam a proteger o patrimônio histórico

Por Rodrigo Pereira

26 dez 2018 às 10:06

Em um ano icônico em sua história, quando comemora seu bicentenário, Santa Bárbara d’Oeste ganhou em sua rede municipal de ensino um suporte para que as gerações mais jovens aprendam a preservar os legados patrimoniais desde cedo. Um curso ministrado pela primeira vez em 2018 para cerca de 80 profissionais, entre professores do 5º ano do Ensino Fundamental e coordenadores pedagógicos, os capacitou para fazer com que os estudantes conheçam o patrimônio histórico da cidade e aprendam a preservá-lo por motivos culturais, científicos e éticos.

Denominada “Panorama Histórico, Cultural e Social de Santa Bárbara d’Oeste: Diretrizes para Educação Patrimonial”, a capacitação é inédita e foi ministrada por André Frota Contreras Faraco, arquiteto e urbanista graduado pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), com experiência e pesquisas realizadas sobre preservação cultural.

Foto: Ricardo Pereira Martins
Visão noturna da Igreja Matriz de Santa Bárbara, um dos patrimônios históricos da cidade

A base do curso são os resultados de uma pesquisa de iniciação científica realizada por ele em 2016, com auxílio de uma bolsa do Fundo de Auxílio à Pesquisa da universidade. “Foram investigados os patrimônios culturais materiais da cidade, permitindo o diagnóstico de que há um desconhecimento por parte da população sobre esses patrimônios e a importância e relevância cultural que eles têm como testemunhos históricos”, conta o pesquisador.

Com os profissionais de educação capacitados, os conteúdos foram agregados à grade curricular das disciplinas de história e geografia. O objetivo é ampliar o debate e os conhecimentos sobre a história da cidade e seus aspectos culturais, econômicos e sociais, utilizando-se de diferentes fontes de pesquisa além dos livros, como jornais e publicações locais, fotografias, mapas, registros de memórias, entrevistas e outros documentos.

Para André, “conhecer é uma das maneiras mais eficientes de se preservar” e a consciência de preservação permite “o olhar crítico ao redor dos espaços da vida”.

“Tudo o que é testemunho do fazer humano é digno de preservação – desde uma pequena praça de bairro, uma caixa d’água até um palácio ou um museu. Assim, há uma compreensão de que além de se preservar por razões culturais – pelos aspectos documentais, simbólicos e memoriais -, razões científicas – pelo fato de os bens culturais portarem conhecimentos nos variados campos do saber -, a preservação é uma atitude ética, uma vez que não se tem o direito de apagar os traços das gerações passadas e privar as gerações presentes e futuras da possibilidade de conhecimento que esses bens são portadores, como defende Beatriz Mugayar Kühl”, ressalta.