Prefeito de Sumaré demite servidor condenado por corrupção

João Edibert Biondo e comparsa foram condenados por “vender” a baixa em uma dívida municipal em Sumaré; caso é de 2010


O prefeito de Sumaré, Luiz Dalben (PPS), determinou esta semana a demissão de um servidor acusado de oferecer a “baixa” de uma dívida municipal em troca de dinheiro. O caso ocorreu em 2010 e João Edibert Biondo foi condenado a dois anos de prisão, substituídos por serviços comunitários, pelo crime de corrupção passiva.

Foto: Divulgação
Dalben determinou a demissão do funcionário nesta semana

Ao longo de toda a tramitação do processo, segundo a prefeitura, ele seguiu trabalhando normalmente no Departamento de Tributos Imobiliários.

Um comparsa dele, também condenado no processo, teria oferecido a uma contadora o cancelamento do débito. Para “provar”, que poderia mesmo baixar a dívida, ele chegou a apresentar a ela relatórios de cancelamento e reativação da inscrição no sistema municipal.

A profissional, no entanto, tinha como sócio em um escritório contábil o então secretário municipal de Fazenda. Orientada por funcionários da prefeitura, ela manteve as negociações com o intermediário e forneceu o número de telefone com o qual se comunicava com ele. A informação levou à identificação de Biondo, com quem o comparsa trocou diversos telefonemas ao longo das tratativas ilícitas.

“Inúmeros os telefonemas entre os réus, o que denota o vínculo entre eles mantido, a despeito do que quiseram demonstrar, ficando comprovado que agiram em sistema de comparsaria, com nítida divisão de tarefas”, diz um trecho do acórdão, que manteve a condenação da dupla.

A perda do cargo público estava prevista na sentença proferida pela Justiça de Sumaré e acabou mantida nos tribunais superiores. “A Prefeitura de Sumaré foi notificada pelo Judiciário no início deste ano e, após tramitação interna, a administração municipal deu cumprimento à sentença, que previa a perda do cargo público do citado servidor”, diz nota.

O LIBERAL questionou se houve, nos últimos sete anos, alguma sindicância ou processo administrativo contra o agora ex-funcionários, mas não houve resposta.

O advogado Tiago Zinato de Lima, responsável pela defesa do servidor no processo, foi procurado pela reportagem, mas disse que não poderia comentar o caso.

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